Notas e Notícias

29.08.2017
SBPT orienta associados e parceiros a não participarem de eventos patrocinados pela indústria do tabaco.

O Dr. Alberto José de Araújo, membro da Comissão Científica de Tabagismo da SBPT, declinou o convite para participar do Fórum “Mudança de Hábitos e Redução de Danos à Saúde”, promovido pela Folha de S. Paulo com o patrocínio da Philip Morris na última quarta-feira (23). A SBPT aproveita a ocasião para explicar porque considera impróprio integrar este tipo de diálogo.

O Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/08) está se aproximando e este tema fica ainda mais evidente nos veículos de comunicação. De um lado, os profissionais da saúde se esforçam para alertar a população sobre os riscos do tabagismo. Na outra ponta, a indústria do tabaco assume o discurso da “redução de danos” para cativar o consumidor e, assim, preparar o terreno para trazer o cigarro aquecido para o Brasil e liberar os dispositivos eletrônicos de fumar, proibidos no país.

A SBPT não corrobora com a ideia de “reduzir os danos” causados pelo tabagismo por entender que o simples fato de conter menos alcatrão, monóxido de carbono e outras substâncias nocivas no cigarro eletrônico não diminui as chances de contrair doenças no futuro. “Ainda que contivesse somente nicotina, geraria dependência e danos ao sistema cardiovascular. Não há níveis seguros de consumo dessas substâncias”, reforça o Dr. Alberto.

Por esse motivo e em função do disposto no “Código de Práticas para Organizações de Profissionais de Saúde para o Controle do Tabagismo“, da Organização Mundial da Saúde, a SBPT acredita ser importante orientar os médicos a não integrarem eventos patrocinados pela indústria do tabaco.

Seria equivocado pensar que esse tipo de debate e/ou matéria jornalística poderia representar uma oportunidade de expormos informações reais e essenciais para a comunidade – como o fato de que a indústria do tabaco mata 2 de cada 3 usuários de seus produtos e alicia de 80 a 100 mil crianças e adolescentes por dia com aditivos de sabor e novidades.

A presença de representantes de qualquer empresa a favor do tabaco denota que há interesses direcionados nos resultados e na divulgação destes diálogos. “A indústria do tabaco tenta, mais uma vez, confundir consumidores e profissionais de saúde, como já fez na época dos filtros, dos baixos teores etc.”, alerta o Dr. Alberto.

Portanto, a participação dos especialistas da saúde que fazem o importante advocacy contrário a esses produtos caracterizaria “conflitos de interesses irreconciliáveis com os pressupostos da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco”, nas palavras do Dr. Alberto Araújo.

“​Com o ​forte ativismo pelo controle do tabagismo no Brasil​ que a nossa SBPT desenvolve desde as figuras históricas de Mário Rigatto, Jayme Neves, José Rosemberg e outras ilustres personalidades, não poderia ser diferente o nosso posicionamento: não compactuaremos com iniciativas patrocinadas pela indústria do tabaco.”, finaliza o Dr. Alberto.

Segue abaixo o modelo de resposta do Dr. Alberto José de Araújo, que poderá ser utilizado para recusar convites semelhantes:

Agradecemos pelo contato e convite, contudo, declinamos a participação em função do disposto no “Código de Práticas para Organizações de Profissionais de Saúde para o Controle do Tabagismo”, da Organização Mundial da Saúde, pois caracterizaria conflitos de interesses irreconciliáveis com os pressupostos da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, uma vez que este evento tem como patrocinador uma empresa multinacional do tabaco, portanto, parte interessada direta nos resultados.

Não nos sentimos à vontade, portanto, para participar, como membro ativo de sociedade médica em advocacy pelo controle do tabagismo. Em razão do exposto, agradecendo a distinção do convite ora formulado, e nos colocamos à disposição para colaborar em outra oportunidade.

Em caso de dúvidas, entre em contato com o Dr. Alberto pelo telefone (21) 3938-2195 ou diretamente com a Diretoria de Comunicação da SBPT.

 
 
22.08.2017

Constatações sobre o uso e risco do consumo de narguilé

O uso do narguilé cresceu substancialmente na última década. As investigações sobre o conteúdo de sua fumaça têm demonstrado a presença de várias substâncias tóxicas, contrariando conceitos populares de que seu uso é inócuo.

 

Na fumaça do narguilé já foram identificadas cerca de 300 substâncias, das quais 82 tóxicas que foram quantificados. Por exemplo, a quantidade do alcatrão pode variar de 802 a 2350 mg/sessão dependendo do protocolo de investigação; os níveis de nicotina variam de 1,04 a 7,75 mg/sessão e quando não se usa água no recipiente esses níveis passam de 2,11 a 9,29 mg/sessão.

A quantidade de monóxido de carbono (CO) encontrada foi de 57,2 a 367 mg/sessão, dependendo principalmente da quantidade de carvão utilizada para a queima do tabaco. Assim, o conteúdo de alcatrão, nicotina e CO é consideravelmente maior na fumaça do narguilé que do cigarro. Sobre os compostos carbonílicos sabe-se que quanto maior a temperatura alcançada no tabaco maior a quantidade desses compostos e que, em geral, na fumaça do narguilé a maior concentração é de aldeídos, seguido por formaldeído e acetona.

Os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos também estão presentes e são originados na sua maioria a partir da queima do carvão, dentre os quais o benzopireno, potente carcinogênico, merece destaque.

Devemos relatar ainda a presença de nitrosaminas específicas do tabaco (metilnitrosamina), aminas aromáticas primárias (anilina, naftalina), compostos orgânicos voláteis (tolueno, benzeno, acrilonitrila, butadieno) e os compostos fenólicos (catecol, hidroquinona).

Metais pesados como Co, Cr, Ni, Cd e Pb, estão em concentrações maiores quando comparados com fumaça de cigarro. Há ainda presença de 142 substâncias orgânicas como propilenoglicol e glicerol.

Estudos confirmam presença de atividade biológica pela fumaça do narguilé causando efeitos deletérios sobre a função celular no epitélio pulmonar e endotélio vascular. Dessa forma a fumaça é fator que contribui para a patogênese de DPOC e doença vascular, comprometendo o crescimento e reparação celular, além de induzir inflamação, estresse oxidativo e envelhecimento celular precoce.

Em geral há evidência de que fumar narguilé resulta em significativa exposição a CO, hidrocarbonetos aromáticos, nicotina e alcatrão, bem como outras substâncias, em quantidades maiores que os fumantes de cigarros. É também evidente que os usuários de narguilé, bem como os usuários passivos, inalam e absorvem quantidades significativas de químicos tóxicos semelhantes aos encontrados na fumaça do cigarro que são conhecidos como causadores de doença pulmonar, lesão vascular, câncer e dependência.  

A exposição aguda da fumaça sobre o sistema cardiovascular pode causar aumento significativo da frequência cardíaca e da pressão arterial, bem como diminuição no índice de variabilidade cardíaca. A exposição de forma crônica pode aumentar em duas vezes o risco de morte por doença isquêmica e três vezes mais estenose coronariana.

Sobre o aparelho respiratório a exposição pode levar a aumento de 25-40% de CO na hemoglobina e redução no consumo de O2. Assim, de forma aguda, pode haver redução da função pulmonar, diminuição da capacidade de exercício e redução no consumo de O2 no nível molecular e fisiológico. O uso do narguilé cronicamente diminui significativamente os níveis de oxi-hemoglobina e redução nas provas de função pulmonar, podendo haver desenvolvimento de DPOC mesmo quando ajustado para idade e uso de cigarro.

Embora existam poucos estudos da associação de câncer com a fumaça do narguilé, sabe-se que essa produz alterações celulares que podem se transformar em alto risco para o desenvolvimento de câncer. Há sugestão de associação do uso crônico de narguilé com câncer esofágico e gástrico, além da transmissão de infecção pelo compartilhamento dos acessórios. Sobre o câncer pulmonar é difícil concluir sobre a associação devido ao uso concomitante com cigarros e exposição a outras toxinas.

Por outro lado, o uso de narguilé durante a gestação aumenta em 2,5 vezes o risco de nascimento de bebês com baixo peso. A saúde periodontal também pode ficar comprometida com aumento do índice placa/gengival e aumento nos índices de lesões orais suspeitas de câncer.

Em conclusão, podemos dizer que há aumento do uso do narguilé nas regiões ocidentais com aumento do uso por jovens, que muitas vezes são induzidos por normas sociais que incluem influência familiar, ignorância generalizada e aceitação social. Isto requer resposta apropriada das autoridades pertinentes sobre a promoção da saúde com normatizações legais específicas sobre o uso do narguilé.

Dr. Carlos Alberto de Assis Viegas, pneumologista, professor aposentado da UNB, membro da Comissão de Tabagismo da SBPT.

Referências sugeridas para leitura complementar:

1) Shihadeh A, Schubert J, Klaiany J, El Sabban M, Luch A, Saliba N. Toxicant contents, physical properties and biological activity of waterpipe tobacco smoke and its tobacco-free alternatives. Tob Control 2015;24:i22-i30.
2) Ali M, Jawad M. Health effects of waterpipe tobacco use: getting the public health message just right. Tob Use Insights 2017;10:1179173×17696055.

 
 
 
26.06.2017
Documentos VIGITEL
Abaixo os links para consulta e download dos dados da última pesquisa sobre fatores de risco e agravos a saúde do VIGITEL.No site é possível baixar também a apresentação do relatório feita na comemoração do Dia Mundial sem Tabaco 2017.1) – http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/junho/07/vigitel_2016_jun17.pdf
2) – http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/junho/06/Lancamento-resultados-tabagismo-2016.pdf
 
 
31.05.2017
Manual – Dia Mundial Sem Tabaco
Documento que contém informação sobre o controle do tabagismo e do tabaco. Baixe AQUI.
 
30.08.2016
10 anos de luta contra o tabagismo!
Prezado colega pneumologista, gostaríamos de contar com tua energia e atuação para o que possas colaborar com máxima eficácia no Controle do Tabagismo. Para tanto, ressaltamos dois itens, dentre tantos: (1) Sejas um líder nos teus locais de trabalho e na tua comunidade para divulgação e implantação da Lei Antifumo (Lei Federal 12.546). Estamos à disposição para orientar e auxiliar para esta ação, dentro do necessário. (2) Usa o Fórum de Tabagismo da SBPT como ferramenta para divulgação, informações e consultas focadas no Controle do Tabagismo. Contata conosco.A ACT sempre pautou por muito trabalho para o Controle do Tabagismo, no nível nacional e internacional. Recentemente, além de manter seu trabalho no setor do tabagismo, estendeu sua atuação para outros fatores de risco para a saúde: álcool, alimentação e atividade física. Esta expansão deveu-se à uma exigência internacional de maior envolvimento das nações e das instituições para prevenção das DCNT (Doenças Crônicas Não Transmissíveis). Entende-se por DCNT, principalmente os quatro grandes grupos de doenças, responsáveis por 70% das mortes: Doença Cardiovascular (infarto do miocárdio), Doença Cerebrovascular (o “derrame”), Cânceres (particularmente de pulmão), e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).Em vista deste grande crescimento do espectro de atuação, será fundamental que muitas instituições, envolvidas direta ou indiretamente com a saúde, se agreguem a esta grande rede da ACT pois será a melhor maneira de fortificação e aumento da eficácia de todos.Foram muitas horas de encontros, muita interatividade, visitas ao setor político parlamentar, e contatos pessoais para uns e outros se conhecerem e discutirem dúvidas, possibilidades, feitos, e novas formas de trabalho integrado.

Representantes da Global Academy Foundation – Walter Link e Renske van Grinsven – proporcionaram momentos de exercícios corporais de relaxamento, no início das manhãs, e reflexões sobre nossos conceitos e posturas em relação aos nossos semelhantes, independentemente das suas conceitos e posicionamento, em relação aos nossos. Tudo de extrema utilidade prática.

Representantes de diversos setores e instituições – MS, INCA, CONICQ, OPAS, OMS, Academia, Brasilcom, Instituto Alana, IDEC, OAB, CNS, Justiça, Jornalismo, Nutrição, Psicologia, dentre tantos.

Os grandes problemas no mundo de hoje para o setor da saúde passam principalmente pelos interesses econômicos de grandes empresas multinacionais, com seus gigantescos conflitos de interesse que interferem muito na nossa vida, particularmente pelo constante estímulo, através da grande mídia, ao consumo de álcool, de alimentos não saudáveis – aqui citem-se os “multiprocessados”, e a um estilo de vida estimulante do sedentarismo.

Os participantes do Seminário visitaram os gabinetes de diversos deputados para prática do advocacy, isto é, para conversar e tentar influenciar os políticos beneficamente para que se integrem às necessidades da população, através do apoio a PLs já em tramitação, ou ainda em construção, na Câmara. Deputados e Assessores, como sempre, receberam muito bem os grupos, muitas alternativas foram discutidas, e não faltaram promessas de apoio. O mais importante será dar continuidade a estes contatos.

Aconteceu uma audiência pública na Câmara de Deputados sobre o tema “Por mais transparência e participação social”, onde foi apresentada uma carta produzida pela ACT e apoiada por mais de quarenta organizações da Sociedade Civil. Ficou a proposta de que se abra um PL (Projeto de Lei) para regular o setor, de modo que a sociedade possa acompanhar o que fazem seus representantes. Foi apresentado o Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados – um projeto que visa contribuir para maior interação dos parlamentares com a sociedade, através da ampliação do exercício do mandato. Esta é uma iniciativa pioneira no Brasil, sendo seu principal objetivo abrir esta discussão.

Algumas conclusões e recomendações do Seminário:

– Importância de juntarem-se ações e potencialidades governamentais com iniciativas da Sociedade Civil Organizada.
– Necessidade do trabalho em rede para que a sociedade manifeste suas necessidades e tenha voz mais forte junto ao setor político, e que tudo se faça com muita pressão e acompanhamento de ações e projetos.
– As pessoas precisam refletir mais sobre seu papel na Sociedade, acreditar nas suas potencialidades, e trabalhar muito para as causas da saúde e da vida.
– O estilo de vida é o melhor remédio, desde que incorporado nos seus conceitos e com simplicidade, de modo que possa ser rotina.
– Faz-se necessário atuar no conjunto de fatores de risco para a saúde, sem no entanto perder o foco e a expertise das instituições e suas missões.
– Muito já se fez no Controle do Tabagismo – lembre-se que a prevalência entre adultos no Brasil baixou de 35% (1989) para 11% (2015), mas o caminho ainda é longo. Sempre surgirão novos desafios e a luta será permanente, principalmente para enfrentamento dos obstáculos criados pela indústria do tabaco e pelo grande contingente de lobistas do ambiente político.

Prezado colega pneumologista, gostaríamos de contar com tua energia e atuação para o que possas colaborar com máxima eficácia no Controle do Tabagismo. Para tanto, ressaltamos dois itens, dentre tantos: (1) Sejas um líder nos teus locais de trabalho e na tua comunidade para divulgação e implantação da Lei Antifumo (Lei Federal 12.546). Estamos à disposição para orientar e auxiliar para esta ação, dentro do necessário. (2) Usa o Fórum de Tabagismo da SBPT como ferramenta para divulgação, informações e consultas focadas no Controle do Tabagismo. Entre em contato conosco.

O PNEUMOLOGISTA É O ESPECIALISTA MAIS INDICADO PARA TRATAR TABAGISMO!

 

30.11.2015
Projeto Visibilidade Zero para Tabaco, Álcool e Drogas
BEBIDA ALCOÓLICA E CIGARRO: VISIBILIDADE ZERO!

Porto Alegre, a 1ª cidade no mundo onde isso será realidade

A bebida alcoólica e o cigarro são consideradas drogas lícitas e sua visibilidade incentiva e incrementa o uso. Será apresentado um Projeto de Lei na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, por Vereadores, Entidades e Cidadãos simpáticos a essa idéia, para que seja vedada totalmente a visibilidade dessas drogas, particularmente para as crianças, considerando-se visibilidade no  sentido amplo – visual, auditivo ou de qualquer outra maneira que afete os sentidos.

Com a aprovação desse Projeto, será totalmente proibida a visibilidade de bebidas alcoólicas e de cigarros em qualquer mídia: outdoors, indoors, rádios, televisões, jornais, revistas, Box de bares, padarias, lojinhas, restaurantes,  prateleiras, mesas, cadeiras, rodoviárias, aeroportos, calçadas, postos de gasolina, placas de propaganda em campos de futebol ou outros esportes, etc. Bebida alcoólica e cigarro não mais serão vistos pelas pessoas em nossa cidade, que será, assim, a pioneira nesse procedimento, servindo de exemplo para outras cidades.

Para o sucesso dessa idéia, que é um Projeto supra-religioso, supra-partidário, supra-ideológico, acima de qualquer diferença entre nossas concepções, precisamos unir as mais variadas Associações, Fundações, Institutos, ONGs, Religiões, Conselhos, Partidos Políticos, e todas as Entidades e Cidadãos que queiram aderir a essa proposta moralizadora.

Mas, além dessa proibição, o “Bebida Alcoólica e Cigarro: Visibilidade Zero!” quer divulgar e sedimentar uma concepção alinhada aos novos tempos, de uma Consciência Cidadã e Espiritual, que propõe uma postura mais condizente com a Sociedade Atual e do futuro, e a fidelidade ao que ensinam os Grandes Mestres e Seres Especiais, criadores de religiões e concepções espirituais, com as quais temos vínculo, em que a busca do lucro não se coloque acima do amor e da fraternidade, em que a fabricação e a venda de produtos que apenas trazem malefícios, perturbação, doenças físicas, psicológicas e psiquiátricas, e nenhum benefício, não seja uma prioridade em detrimento da busca de saúde e bem-estar para todos.

É uma idéia moralizadora, que visa transformar-se numa Lei em nossa cidade e numa campanha permanente de conscientização que deseja, mais do que proibir, convencer as pessoas envolvidas em qualquer fase, desde a produção até a venda dessas drogas e produtos, que podem, em nome de Deus e em benefício próprio, suspender essa sua atividade, negar-se a participar dessas atividades maléficas e, assim, alinhar-se verdadeiramente aos aspectos superiores de sua Alma. A finalidade maior do “Visibilidade Zero!” é relembrar a todos que somos realmente irmãos e devemos lidar uns com os outros de uma maneira gentil e fraterna, nunca prejudicando, nunca enganando, sempre auxiliando, sempre amparando.

O Projeto “Bebida Alcoólica e  Cigarro: Visibilidade Zero” quer melhorar o Mundo e, particularmente, as nossas Vidas.
Acesse www.visibilidadezero.com.br e junte-se a nós.

Pelo Grupo “Visibilidade Zero para Álcool, Tabaco e outras Drogas
Mauro Kwitko, Luiz Carlos Corrêa da Silva, e demais parceiros

01.09.2015
VI CONGRESSO DE TABAGISMO – resumo
Este texto, construído pela Comissão de Tabagismo da SBPT com base no programa do VI Congresso Brasileiro de Tabagismo, ocorrido em Campos do Jordão (12-15/Agosto), destina-se aos pneumologistas e demais profissionais que tenham interesse no setor de tabagismo.

“Novas” doenças tabaco-relacionadas

Aumento da mortalidade em fumantes devido a doenças até então não previamente relacionadas ao tabaco.

Recentemente, a Sociedade Americana de Câncer (Carter, NEJM, 2015) divulgou que fumantes estão morrendo por doenças que ainda não haviam sido estabelecidas como relacionadas ao tabaco.Assim, incluíram-se mais 14 doenças – câncer de mama, próstata e com primário de origem desconhecida, insuficiência renal, isquemia intestinal, hipertensão arterial, infecções, e várias outras doenças respiratórias além da já reconhecida DPOC – tendo se registrado, com a inclusão destas doenças, um aumento de 17% na mortalidade.

Enfoque genético transgeracional (tabagismo passivo x asma)

Efeitos nocivos do tabaco ultrapassam gerações, aumentando o risco de asma de modo intergeracional, ou seja de mãe para filho, e transgeracional, isto é, de avós para os netos, mesmo que a mãe não tenha asma ou não fume.

Há evidências de que o tabagismo da avó materna durante a gestação da mãe da criança aumenta o risco de desenvolver asma na criança em 2 a 3 vezes, mesmo que a própria mãe não tenha fumado durante sua gestação. (Magnus, Thorax, 2015)  (Epigenética, Henderson, Thorax, 2015)  (Burke, Pediatrics – metanálise)

Intervenção breve

Enfatizou-se, mais uma vez, um apelo para que os pneumologistas pratiquem sempre a intervençãobreve, que pode durar menos de 5 minutos, devendo ser feita sistematicamente, em cada contato com os fumantes, principalmente na ocasião da consulta e da visita hospitalar. É a intervenção de melhor custo/benefício.

Tratamento

  • – Parar de fumar em qualquer momento traz benefícios, inclusive às vésperas de uma cirurgia.O pré-operatório pode ser um momento de aprendizagem, reflexões sobre a necessidade de cuidar-se, e uma oportunidade para mudanças.
  • – O tabagismo deve ser abordado e tratado como uma doença crônica, à semelhança da hipertensão arterial sistêmica e do diabete. Seu tratamento pode precisar de uma fase de manutenção mais longa do que os habituais 6 a 12 meses propostos pelas Diretrizes. Como é uma doença caracterizada por dependência química, seu controle depende sobremaneira da motivação do paciente, e salvo raras exceções, faz-se necessário acompanhamento por longo prazo.
  • – Entrevista motivacional e tratamento devem ser baseados nas características pessoais dos fumantes, e, sempre possível devem ser individualizados.
  • – A farmacoterapia é segura e deve ser adaptada às necessidades de cada paciente.  TRN por mais de 24 semanas não traz benefício. TRN combinado, em altas doses, aumenta a eficácia.
  • – Embora, na prática, geralmente não exista risco de “overdose” de nicotina, em casos especiais este risco deve ser considerado.
  • – Vareniclina não aumenta riscos psiquiátricos. Pode induzir efeitos negativos no humor e na ansiedade.(Molero – Suécia)
  • – Exercícios físicos são importante suporte para a cessação. O terapeuta deve insistir nesta prática  (Assova, Addiction, 2012).
  • – É necessário também ter cuidados com a alimentação, uma vez que na fase inicial da abstinência o paciente pode ficar compulsivo e comer excessivamente. O retorno do paladar e da sensibilidade olfativa também aguçam o apetite. É comum um aumento de alguns quilos, a menos que se tomem as medidas necessárias para que isto não ocorra, particularmente nas mulheres.
  • – Fumantes que não querem ou ainda não conseguiram parar de fumar – os chamados “fumantes residuais” – não são mais resistentes e refratários ao tratamento para cessação do tabagismo do que os que conseguiram parar. O estudo conduzido por Kullik et al., aponta para uma possível mudança de paradigma: os fumantes residuais talvez não formem o núcleo duro (“hard core”), como até então se acreditava  (Kullik, TobControl, 2015).
  • – Na abordagem de grávidas e nutrizes fumantes, as evidências sugerem que a melhor forma de abordagem terapêutica é a baseada na terapia cognitivo-comportamental. Nenhum dos medicamentos mostrou-se eficaz tanto para a cessação quanto para a prevenção da recaída. (Revisão Cochrane, 2013).
  • – Problemas do paciente que interferem no tratamento do tabagismo, como alcoolismo, ansiedade, depressão, esquizofrenia, etc., devem ser tratados concomitantemente e controlados, pois do contrário o resultado do tratamento ficará prejudicado.

Experiência com Vareniclina (Carlos Jimenez-Ruiz, convidado especial, Espanha)

Quando o paciente relata não ser capaz de parar de fumar, a redução gradual do número de cigarros diários é válida, na experiência do autor, com o uso deVareniclina.
Se um grande fumante, com dificuldades para parar de fumar, após 8 semanas de Vareniclina (2 mg/dia), não conseguir parar, a dose pode ser aumentada com segurança para 3 mg/dia. Na experiência do autor, esta estratégia aumentou a taxa de cessação. (Jimenez-Ruiz, Mayo Clin Proc, 2013; 38:1443-5). (evidência D)

Tabagismo e DPOC (Jimenez-Ruiz, ERS, Julho, 2015)

Fumantes com DPOC têm maior dependência física do que aqueles sem DPOC. Mesmo que fumem poucos cigarros por dia, podem ter alto grau de dependência. Como costumam ter depressão subclínica, isto exige reforço em educação, entrevista motivacional e tratamento.

Para o tratamento do tabagismo, considerar se o diagnóstico de DPOC é “recente” (feito nesta ocasião) ou “prévio” (o paciente já sabia disto há algum tempo). No primeiro caso, usar um programa máximo e intensivo. No segundo, usar estratégias com muita empatia, compreensão e respeito, pois o paciente já tem sofrido muito com a DPOC e, mesmo assim, ainda não conseguiu parar de fumar. Nestes casos, considerar sempre as seguintes estratégias: tratamento farmacológico, usar combinações, aumentar doses e tempo de tratamento, redução do número de cigarros diários.

Tabagismo e Obesidade

São os principais fatores de risco  para a morbimortalidade das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). A proporção de fumantes aumenta cada vez mais em populações de baixa renda e baixo nível educacional, com maior potencial de ganho de peso após abstinência. Há evidências de que ocorra maior aporte de lipídios e menor oxidação de gordura durante o processo de cessação do tabagismo. A nicotina parece agir em determinados neurotransmissores que atuam no controle do binômio apetite/saciedade (leptina, grelina, NPY) no hipotálamo. O tratamento com reposição de nicotina, vareniclina ou bupropiona pode controlar o peso durante a cessação do tabagismo. Além da dieta com plano alimentar individualizado e atividade física. Modificações genéticas possivelmente estejam implicadas nestes eventos (polimorfismos que regem a leptina ou os receptores de leptina?). Este é Um caminho promissor de pesquisa.
(The 1990 report of the surgeon general: Am Rev Respir Dis 1990(142):993-4. Reichert et al. JBP 2008; 34(10), 845-80. Gennuso et al. Preventive Medicine 67 (2014)189-92. Bush et al. BMC Public Health 2014, 14:1229. Plosone August 2013 | Volume 8 | Issue 8 | e72010.

Tabagismo e Sono (BMJ, 2015)

Medicamentos usados no tratamento do tabagismo podem alterar o sono, pois podem causar insônia e sonhos anormais. Recomenda-se, se necessário, reduzir a dose da Vareniclina da tarde, não usar adesivo à noite, não usar bupropiona após as 16h.

Cuidar também da “higiene” do sono: horário de dormir, colchão adequado, ambiente sem ruídos, evitar bebidas alcoólicas e alimentação “pesada” à noite. Se necessário, prescrever medicações para induzir o sono. Zolpidem (“Stilnox”) é um bom hipnótico. Trazodona (“Donaren”) pode ser usado por seu potencial antidepressivo e ansiolítico. Evitar ansiolíticos, na opinião do palestrante.

Procedimentos diagnósticos e sua utilidade para cessação do tabagismo

  • – Espirometria deve ser feita sempre que possível, pois possibilita o diagnóstico precoce da DPOC (Parker, BMJ, 2008).Também, pode auxiliar como determinante da “idade funcional” do paciente projetada pelos valores espirométricos.  Por exemplo: “sua função pulmonar deveria corresponder à sua idade, mas pelos valores observados equivale a de um paciente com 20 anos mais…”.
  • – Tomografia computadorizada ajuda a conscientizar o fumante, pois pode demonstrar a presença de áreas de enfisema em lobos superiores, espessamento de paredes brônquicas, ou bronquiolite respiratória – que são associados ao tabagismo.
  • – A monoximetria pode ser de auxílio principalmente para mostrar ao paciente que resultados acima de 10 ppm indicam que ainda está fumando. Durante o processo de cessação, sua redução pode influenciar muito o paciente. Uma medida elevada, ao acaso, pode ser um meio de chamar a atenção do fumante e motivá-lo para a cessação do tabagismo.

Individualização do tratamento do tabagismo

Como o tratamento mostra eficácia distinta para pacientes diferentes, pode-se identificar os fenótipos e o padrão de resposta de cada um. Jimenez-Ruiz e cols. (Int J Clin Pract, 2014) estudaram diversos fenótipos:

  1. – homem ou mulher,idade acima de 18 anos, fuma o 1o cigarro do dia antes de 5 minutos após acordar, fuma por recompensa (+ ou -) => apenas Vareniclina foi eficaz
  2. – homem ou mulher, idade acima de 18 anos, fuma o 1o cigarro após 30 minutos após acordar, fuma por recompensa (+ ou -)  => todos tratamentos foram eficazes e assemelhados
  3. – fumantes jovens com menos de 18 anos  => sem eficácia dos tratamentos
  4. – mulher, teste de Fagerstrom ≥ 6  => TRN é ineficaz

Implicações do metabolismo da nicotina no tratamento –  (Lancet RespirMed online, Jan/2015)

A enzima CYP2A6 regula o metabolismo da nicotina no fígado; ela depende de fatores genéticos.

O índice NMR (“nicotin metabolism rate” = taxa de metabolização da nicotina) é a razão 30H-cotinina/cotinina. Metabolizadores lentos: NMR<0,3. Metabolizadores normais ou rápidos: NMR ≥ 0,3. (Lerman, Lancet Respir Med, 2015). Eficácia de tratamentos: (1)para Metabolizadores Lentos: Vareniclina = Terapia de Reposição de Nicotina. (2) para Metabolizadores Rápidos ou Normais: Vareniclina> Terapia de Reposição de Nicotina.

Cigarro eletrônico e Narguilé

A posição da SBPT sobre cigarros eletrônicos: “até que surjam estudos consistentes de segurança e eficácia para as indicações propostas, não pode ser autorizada sua comercialização, devendo vigorar as mesmas normas de controle aplicadas a cigarros e outros produtos fumígenos. Também, para narguilé e outras formas fumígenas que venham a surgir, pelos seus riscos, que se apliquem as mesmas normas.”

Existem centenas de “marcas” de cigarros eletrônicos, com as mais variadas características e composições e sem avaliações de laboratório e sem agências fiscalizatórias. Portanto, sua regulação será impossível!  (Shu-Hong Zhu, Tob Control, 2014)

As novas formas de exposição não param e proliferam – agora, o cigarro e o charuto eletrônico e o narguilé. Ambos entrando no vácuo da queda de venda dos cigarros convencionais – decorrentes das medidas de redução do consumo prescritas pela Convenção Quadro – podem fragilizar as ações para controle do tabagismo já conquistadas. Deve-se manter o mesmo olhar que aprendemos a ter frente ao cigarro. As empresas do tabaco já estão dominando este setor. Porque será?

Projeta-se que o lucro cessante pela redução na venda de cigarros seja substituído pela comercialização dos cigarros eletrônicos.

 
01.09.2015
ÁREA DE ATUAÇÃO EM TABAGISMO
A Comissão de Tabagismo, durante o Congresso em Campos do Jordão, voltou a discutir sobre a proposta da SBPT para que Tabagismo passe a ser uma Área de Atuação (AA).Área de atuação é um ramo de especialidade médica que trata de uma doença, grupo de doenças, procedimento diagnóstico, ou outro processo de alta  prevalência, grande impacto na saúde, e que torna necessário que o médico tenha treinamento e atuação específica no setor. Geralmente, uma área de atuação envolve diversas especialidades, pois o problema enfocado abrange áreas em comum, podendo haver superposição ou fronteiras muito estreitas entre as mesmas.

Para o tabagismo, é necessário haver integração das especialidades mais envolvidas,  pois frequentemente seus especialistas devem atuar conjuntamente. São elas: Pneumologia, Psiquiatria, Pediatria, Cardiologia, e Cancerologia, Medicina Comunitária/Saúde da Família, dentre outras.

Implicações na Formação do Médico

Como se espera que aconteça a capacitação para tratar tabagismo?

Na graduação: o acadêmico de medicina deve receber informações e treinamento em tabagismo como acontece com as doenças mais prevalentes.Na Residência:  deve ser incluído o treinamento e capacitação para tratar o paciente fumante. A extensão e densidade deste treinamento devem ser proporcionais ao envolvimento da Especialidade com os problemas do Tabagismo (Pneumo, Cardio, Psiquiatria, Pediatria, Cancerologia, etc.)

Implicações na Capacitação do Pneumologista

No caso do Pneumologista, a capacitação em Tratamento do Tabagismo deve ser um dos módulos de Treinamento obrigatórios e para o qual o médico deve dar a maior ênfase. Este deve ser um setores de treinamento e capacitação oferecidos pela SBPT. Isto já existe, ainda em pequena escala, e precisa ser ampliado!

Perspectivas do Mercado na Saúde Suplementar

No Brasil, há 25 milhões de fumantes. E já existem mais ex-fumantes (26 milhões).E cada vez mais se reduz o número de fumantes. Na medida que se observa que as políticas têm um grande impacto e auxiliam as pessoas a parar de fumar, permanecem fumando os “fumantes com mais dificuldades para cessação”. Será que estes fumantes são mais “resistentes”? Será que têm doença mais grave? Há controvérsias. Estes também deverão parar de fumar nos próximos anos, pois as leis antifumo e as restrições importas aos fumantes tenderão a se intensificar, e estes fumantes talvez mais difíceis precisarão de tratamentos especializados.

E quem os tratará?Especialistas em Tratamento do Tabagismo!

Muitas empresas estão provendo aos seus colaboradores tratamentos para cessação do tabagismo. Isto pode ser feito individual ou coletivamente, através de “pacotes”, terapêuticos para abordagem intensiva em um período de 12 semanas (com pelo menos 7 intervenções desde a 1ª consulta até visitas/consultas individuais e/ou tratamento em grupo subsequentes, e com a atuação direta ou supervisão do  pneumologista  (em caso de tratamento em grupo com equipe multidisciplinar de saúde).

A SBPT já encaminhou processo para as operadoras de planos de saúde pagarem um “pacote” de 7 consultas no período dos três primeiros meses do tratamento dos fumantes (fase conceituada como abordagem intensiva). Geralmente, só autorizam 1 a 2 consultas no mesmo mês, o que dificulta a continuidade do processo.Este assunto está tramitando na AMB.

Em Agosto/2014, a SBPT encaminhou a proposta para inclusão do Tratamento do Tabagismo como Área de Atuação junto à AMB/CFM e aguarda-se a resposta.

 
01.09.2015
DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO
Rio de Janeiro: FÓRUM DE TABAGISMO NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA.

28 de agosto de 2015 – Semana do Dia Nacional de Combate ao Fumo. Realizado no INSTITUTO DE PUERICULTURA E PEDIATRIA MARTAGÃO GESTEIRA –  IPPMG/UFRJ, com apoio da SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA – SBP e a participação dos colegas membros da SBPT: Alexandre Milagres, Alberto Araújo, João Paulo Becker Lotufo, além da ACT, da CONPREV/INCA, UFF, UFRJ (NETT, Instituto de Psicologia, SINTUFRJ). O evento contou com a presença de 80 pessoas, entre profissionais de saúde, funcionários e dirigentes sindicais da UFRJ e ativistas.

 
01.09.2015
VIII SEMINÁRIO DA ACTBr
A SBPT ESTEVE REPRESENTADA NO VIII SEMINÁRIO DA ACTBr, realizado em Brasília, de 17 a 20 de Agosto. Este evento, realizado anualmente congrega entre 60 e 80 pessoas, das diversas regiões do país,representando diversas áreas profissionais (saúde, direito, economia, jornalismo, sociedade civil, ONGs, etc.) para uma imersão em diversos temas relacionados com a implementação da Convenção quadro no Brasil. É uma experiência de muito interesse para todos os participantes, particularmente nos últimos dois anos, uma vez que a ACT estendeu sua abrangência para outros fatores de risco para a saúde, além do tabagismo. Agora o foco inclui todas as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DNCT). É óbvio que o principal foco continuará sendo tabagismo.

Foram abordados diversos temas das áreas política e judiciária, relacionados ao controle do tabagismo: dez anos da Convenção Quadro, proibição do fumo em locais fechados, a propaganda de cigarros, desafios do Poder Judiciário, Publicidade do Tabaco, Comunicação e Saúde, Programa Nacional de Controle do Tabagismo, Fatores de Risco para as DCNT, Enfrentamento das DCNT.

Na tarde do dia 18/08, uma 3a. Feira, todos os participantesestiveram na Câmara dos Deputados participando, em pequenos grupos, de entrevistas com os políticos e/ou seus assessores. Esta interação mostra, de certa forma, como funciona o setor político. Uma frase dita por um dos parlamentares, obviamente parceiro da causa antitabagista, “aqui vocês só conseguem avançar para a defesa de causas de interesse populacional, como a do tabagismo, se fizerem muita pressão e mostrarem que as ações e atitudes dos políticos podem pesar sobremaneira no voto futuro dos eleitores”.

Projetos de Lei Complementar (PLP) que foram trabalhados nesta ocasião:

-PLC 161/2000 – Autor: Deputado Raimundo Gomes de Matos. Cria o Fundo de Reparação Civil com o objetivo de ressarcir o SUS pelas despesas com atendimento e tratamento de pacientes portadores de doenças tabaco-relacionadas, promoção de campanhas educativas e realização de pesquisas para a prevenção de doenças provocadas ou agravadas pelo tabagismo. O cálculo deste prejuízo chega a valores de 25 bilhões de reais. Onde está este PLC: aguardando parecer na Comissão de Finanças e Tributação. Relator: Dep. Aelton Freitas (PR/MG).

-PLC 4/2015 – Autor: Dep. Alessandro Molon. Institui a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), incidente sobre a fabricação ou a importação de tabaco e seus derivados para o custeio de ações de tratamento aos doentes vítimas do tabagismo. Onde está: aguardando parecer da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Relator: Dep. Heitor Schuch (PSB/RS).

O Projeto de Lei 1.744/2015, que estabelece o regramento para a padronização das embalagens de cigarros e derivados, permanece em fase de discussão em Comissões.

Aqui cabe uma conclamação aos Pneumologistas: quem tiver oportunidade, deve fazer pressão sobre Deputados Federais e outros políticos da sua região sobre estes Projetos de Lei. Falem com eles sobre a Convenção Quadro, sobre a Lei Antifumo do Brasil (12.546), em vigor desde Dezembro/2014.

PNEUMOLOGISTA, FAÇA SEU PAPEL! EXIJA QUE OS POLÍTICOS DEFENDAM A SAÚDE DO POVO! ENGAJE-SE NA REDE PARA O CONTROLE DO TABAGISMO!

 

11.03.2015
Tabagismo: a importância do diálogo entre Saúde e Direito nas ações judiciais: Evidências Científicas sobre Tabagismo para Subsídio ao Poder Judiciário
Documento elaborado com informações atualizadas sobre os vários aspectos relativos ao tabagismo, a fim de subsidiar o Poder Judiciário em suas decisões nesse campo da saúde pública.

Baixe aqui o documento.