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SBPT abre inscrições para Curso Avançado de Função Pulmonar – turma 2 de 2022

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia vai oferecer o Curso Avançado de Função Pulmonar – turma 2/2022, exclusivo para médicos e médicos residentes sócios.

As inscrições estão abertas até 19/08/2022. Os associados efetivos e remidos pagam R$ 900 e médicos residentes (aspirantes) pagam R$ 300.

As aulas on-line ficarão disponíveis de 19/07 a 19/08. A etapa presencial do curso, com estações práticas e prova teórica, acontecerá em 17 e 18/09/2022, no Centro de Treinamento SBPT, em Brasília (DF).

Na programação, estão previstos tópicos como: aspectos técnicos da espirometria; interpretação da espirometria e prova broncodilatadora; função pulmonar em crianças; pletismografia; medida da difusão de monóxido de carbono; valores de referência e interpretação da função pulmonar completa e mais, incluindo discussões de casos e estações práticas.

Este curso é a parte final para a obtenção do Certificado de Habilitação em Função Pulmonar. O associado pode optar em realizar a prova ao final do curso e, se adequando aos pré-requisitos, obter o Certificado de Habilitação ou não fazer a prova e receber apenas o certificado do curso EAD.

Inscreva-se aqui.

SBPT abre inscrições para o Curso de Técnico em Espirometria – Turma 3/2022

Estão abertas as inscrições para a 3ª turma de 2022 do Curso de Técnico em Espirometria da SBPT.

Os candidatos poderão se inscrever até 16/08/2022 ou até que todas as 30 vagas sejam preenchidas.

O curso tem como público-alvo profissionais com mais de 18 anos e ensino médio completo que desejam se qualificar para atuar como assistentes de médicos pneumologistas na realização do exame de espirometria.

O Curso de Técnico em Espirometria da SBPT consiste em uma etapa on-line, com aulas na plataforma EAD SBPT e um questionário de avaliação, e uma etapa presencial (apenas para os aprovados no questionário on-line), que inclui aula prática e a prova final de Técnico em Espirometria.

As aulas e o questionário on-line poderão ser concluídos até 24/08/2022. A data prevista de realização da etapa presencial e prova final é 24/09/2022, em Brasília (DF).

O valor de inscrição é de R$ 500. A forma de pagamento é cartão de crédito à vista.

A nota mínima para aprovação no exame final é de 60% de acertos (ou 18 questões de 30).

Clique aqui para fazer a sua inscrição.

SBPT divulga aprovados no Exame de Técnico em Espirometria – Turma 01/2022

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia parabeniza os aprovados na etapa prática do Curso de Técnico em Espirometria – Turma 01/2022.

A prova final do curso foi realizada em 28/05/2022, na sede da SBPT, em Brasília (DF).

Entre os candidatos, 12 obtiveram nota mínima de 7,0 e estão qualificados para atuarem na área:

  • Jéssica Sousa Lima
  • Ramayane Mizzetti Ribeiro
  • Mirielly Santos Maracaípe
  • Leda de Cássia Cunha Teixeira
  • Mônica Tanaka Paganotti
  • Letícia da Costa Oliveira
  • Beatrice Carvalho da Silveira
  • Gleison França Medeiros
  • Tamara Miranda Perdigão
  • Cinthia Cristina Custódio
  • Fernanda Veruska Narciso
  • Ana Júlia Guiz Fernandes Corrêa

Para emitir o certificado, os aprovados devem enviar a documentação para a SBPT até o dia 28/11/2022.

Técnico em Espirometria 2022 – Inscrições abertas.

Estão abertas as inscrições para a segunda turma do Curso de Técnico em Espirometria da SBPT.

A Turma 02 deste ano terá aula prática e prova de técnico em 30/07/2022.

As inscrições são direcionadas para o auxiliar do médico pneumologista ou para o profissional que deseja se certificar em um curso que é bem procurado na área de técnicos da pneumologia.

Para saber mais detalhes sobre o curso, clique aqui.

Função pulmonar após alta de pacientes hospitalizados com COVID-19

O Jornal Brasileiro de Pneumologia (vol. 47, n. 6), de nov/dez, traz um estudo de coorte que mostra as alterações funcionais persistentes em pacientes internados com COVID-19, 45 dias após a alta hospitalar.

Os pesquisadores avaliaram a capacidade pulmonar dos pacientes utilizando espirometria, medida de volumes pulmonares absolutos, difusão de monóxido de carbono (DLCO), teste de caminhada de 6 minutos e força muscular inspiratória e expiratória.

A coorte foi dividida em grupos segundo a gravidade da fase aguda: pacientes internados em CTI e submetidos à ventilação mecânica (VM) – UTI/VM+ -, pacientes internados em CTI não submetidos a VM – UTI/VM – e pacientes internados em enfermaria.

“Esta é a primeira publicação de uma coorte de pacientes internados com COVID-19 iniciado logo no início da pandemia, em abril de 2020, e que está sendo acompanhada por um período de até 18 meses. O projeto foi financiado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)”, informa a dra. Valéria Maria Augusto, uma das autoras do artigo.

A amostra final incluiu 242 pacientes de três hospitais públicos da cidade de Belo Horizonte (MG): Júlia Kubitscheck, referência em Pneumologia; Eduardo de Menezes, referência em Doenças Infecciosas e o Hospital das Clínicas da UFMG.

Algumas das alterações importantes observadas pelos pesquisadores foram distúrbio ventilatório restritivo em 96%, redução da DLCO em 21%, redução da força muscular expiratória em 96% e redução da relação VEF1/CVF em 40%. Os pacientes do grupo UTI/VM+ tiveram maior redução da DLCO e da distância caminhada em % do previsto.

Além disso, a dessaturação ao esforço ocorreu em 32% da coorte total e foi mais frequente nos pacientes que estiveram em terapia intensiva.

Leia o artigo completo.

Mancuzo EV, Marinho CC, Machado-Coelho GLL, Batista AP, Oliveira JF, Andrade BH, et al. Lung function of patients hospitalized with COVID-19 at 45 days after hospital discharge: first report of a prospective multicenter study in Brazil. J Bras Pneumol. 2021;47(6):e20210162

Recomendação atualizada sobre Função Pulmonar e COVID-19

Brasília, 18 de agosto de 2021.

Embora muito aprendizado em relação à COVID-19 já tenha sido alcançado, enquanto a pandemia existir, a execução dos testes de função pulmonar será um desafio. Sempre vai existir a possibilidade de contaminação cruzada através dos equipamentos, salas de teste e áreas de espera poder resultar na transmissão viral para funcionários e outros pacientes.

A vacinação e os pacientes que já foram contaminados e seguem com alguma imunidade conferida trazem certa tranquilidade, que antes não havia. Em contrapartida, o surgimento de novas variantes do vírus mais transmissíveis ainda preocupa muito.

Nossa última recomendação no site, publicada em maio de 2020, ainda não havia sido atualizada porque está condicionada às fases que a pandemia pudesse se encontrar no local (cidade ou estado) do laboratório em questão. A partir daí cada sócio e serviços especializados em função pulmonar assumiram suas novas rotinas de cuidados e não houve relato de complicações maiores. Portanto, a presente recomendação não exclui a última, em detalhamento das orientações fundamentais.

Resolvemos voltar a nos expressar sobre isso após uma revisão detalhada na literatura e regras das sociedades internacionais para noticiar aos nossos sócios que não há novidades relevantes no assunto, mas vale recapitular e reforçar algumas considerações importantes. Sempre lembrando que a estratégia final dependerá das preferências institucionais, recursos e prevalência local.

O que considerar antes da indicação de qualquer teste de função pulmonar?

É importante identificar riscos versus benefícios para cada paciente, ou seja, qual a importância do teste de função pulmonar para fazer um diagnóstico ou tomar uma decisão quanto ao risco de exposição de pessoal e contaminação cruzada de equipamentos? E essa questão abrange principalmente pacientes jovens assintomáticos (e, em muitas regiões, ainda não vacinados) como check-up apenas. É consenso atual que esses exames ainda não devem ser realizados. Já em outros exemplos fica claro o benefício que o paciente pode ter em realizar a função pulmonar que se sobrepõe ao risco como avaliação de transplante de pulmão, pré-operatório de ressecção pulmonar, avaliação de risco de bronquiolite obliterante em receptores de transplante de pulmão ou medula óssea, avaliação diagnóstica de pacientes com dispneia inexplicada, diagnóstico e/ou acompanhamento de pacientes com doenças pulmonares crônicas, como: asma, DPOC, fibrose cística e doença pulmonar intersticial.

Uma vez que tenha sido bem definida a indicação da função pulmonar o que deve ser observado de maneira imprescindível para a realização?

Apesar do conhecimento sobre o vírus ter aliviado sobre a transmissão através das superfícies, todo o processo de limpeza da sala em que o exame é feito, inclusive mobiliário (somente o necessário deve ser mantido dentro do laboratório), permanece necessário.

Toda a equipe deve usar EPI adequado (máscara N95, óculos, gorro e avental descartável).

Todos os exames devem ser realizados com filtros antimicrobianos descartáveis. A eficácia desses filtros, bem estabelecida por cada fabricante, deve ser inclusive realçada para os pacientes e os mesmos descartados na frente deles.

Quais exames podem ser realizados na atualidade?

Podem ser realizados na rotina espirometria, difusão de monóxido de carbono e medida de volumes por diluição de gases. Na espirometria, se necessária a realização de broncodilatador, o mesmo deve ser fornecido na forma de spray.

A pletismografia também pode ser realizada com limpeza da caixa em seguida com produto especificado pelo fabricante.

Teste de caminhada de seis minutos é o teste de esforço que pode ser realizado sem maiores preocupações.

Teste de broncoprovocação com metacolina, se indicado como realmente necessário para complemento da propedêutica, deve ser realizado como o último exame da agenda, de forma que a sala demore o maior tempo possível para ser reutilizada e o efeito da aerossolização provocada pelo nebulizador seja minimizado.

No Teste de esforço Cardiopulmonar (TECP) não é recomendado uso de filtro, porque pode resultar em um aumento da resistência ao fluxo de ar à medida que a demanda ventilatória do exercício aumenta e levar a um resultado de teste não confiável. Por não ser possível usar filtro e com o risco de contaminação ambiental pela hiperventilação, a recomendação é de realizar TCPE em salas com pressão negativa.

Se não disponível pressão negativa, e teste realmente necessário, realizar em sala única e exclusiva com médico e técnico com EPI completo (já que não é possível distância segura do paciente) e desinfecção completa de sala após realização. Tempo entre testes deve ser calculado após essa limpeza completa e troca também de todos os removíveis e limpezas de superfícies (mínimo uma hora).

O uso concomitante de um filtro de ar particulado de alta eficiência (HEPA) ou descontaminação por luz ultravioleta pode reduzir o tempo entre testes.

SBPT – Departamento de Função Pulmonar.

Clique aqui para fazer download da nota.

Testes de função pulmonar: bases, interpretação e aplicações clínicas

No CNAP 2021, o Dr. Carlos Alberto de Castro Pereira lançará o livro “Testes de função pulmonar: bases, interpretação e aplicações clínicas”.

O autor falará sobre o livro na aula do dia 08/04, às 20h20.

Haverá, ainda, um bate-papo sobre a obra no dia 10/04, às 11h20. Clique aqui para entrar.

Os participantes poderão acessar o bate-papo sobre o livro pelo stand da SBPT, na área de exposições do curso.

Para adquirir seu exemplar, acesse aqui o link de pré-venda no site da Editora Atheneu.

Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal abre vaga para técnico em espirometria

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF)  abriu processo seletivo para Técnico de Enfermagem especializado em espirometria.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 08/01/2021 por este site.

O regime de contratação é CLT, com carga horária de 40 horas semanais e salário mensal de R$ 2.851,41.

SBPT disponibiliza aula sobre Função Pulmonar no PEC 2020

Os sócios da SBPT já podem acessar à Aula 6 sobre Função Pulmonar no Programa de Educação Continuada a Distância (PEC EAD SBPT).

O conteúdo trata do “Controle de Qualidade das Espirometrias”. A professora é a Dra. Silvia Carla Sousa Rodrigues, coordenadora do Laboratório de Função Pulmonar do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo (HSPE-SP).

O Programa de Educação Continuada SBPT é gratuito para sócio, dá direito a certificado de conclusão e pontua no Programa Atualizar.

Clique aqui para acessar.

Encontro Virtual SBPT 02/07 – Função Pulmonar: discussão de casos

Nesta quinta-feira (02/07/2020), às 20h, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) convida todos os profissionais da saúde para acompanharem mais um Encontro Virtual ao vivo. Esta semana, abordaremos o tema “Função Pulmonar: discussão de casos”.

A coordenadora do Dpto. De Função Pulmonar da SBPT, Dra. Maria Raquel Soares, vai apresentar o debate. Os médicos convidados para a mesa são o Dr. Carlos Alberto de Castro Pereira, João Marcos Salge e Roberta Pulcheri Ramos.

A reunião é gratuita e aberta a todos. Para enviar a sua pergunta, acesse: abre.ai/evirtuais02dejulho.

O projeto Encontros Virtuais é uma iniciativa da SBPT, em parceria com a Boehringer Ingelheim e GSK, para aproximar os especialistas em saúde neste momento desafiador de pandemia, amparando-os com evidências científicas e solucionando as principais dúvidas sobre COVID-19 e assuntos importantes da Pneumologia.

As reuniões são semanais, sempre às quintas-feiras, 20h, em sbpt.org.br/encontrosvirtuais.

SBPT oferece atualização em espirometria básica

Em quatro aulas gratuitas, exclusivas para o associado e disponíveis na plataforma EAD SBPT (Moodle), o aluno pode se atualizar sobre a interpretação da espirometria, aspectos técnicos e a prova broncodilatadora.

A atividade é apenas para os associados efetivos, remidos e residentes.

Na aula 1 – Introdução, a coordenadora do Departamento de Função Pulmonar da SBPT, dra. Maria Raquel Soares, apresenta o conteúdo. Os professores são o dr. Carlos Alberto de Castro Pereira e a dra. Larissa Voss Sadigurky.

O aluno que assistir às quatro aulas terá direito a um certificado de participação.

Para se inscrever, acesse: http://abre.ai/espirometria_ead_sbpt.

Orientações da SBPT sobre a reabertura de laboratórios de função pulmonar em época de COVID-19

Brasília, 28 de maio de 2020.

Até o atual momento da pandemia da COVID-19 no Brasil, a SBPT seguiu recomendando que nenhum teste de função pulmonar fosse realizado, exceto em algumas situações especiais bem definidas (ex: pré-operatório complicado de câncer de pulmão, pré-transplante e acompanhamento pós-transplante).  Essa recomendação tem sido importante a fim de seguir as normas da OMS de distanciamento social para controle da pandemia e evitar contaminação direta dos nossos pacientes e técnicos pelo vírus através da realização dos exames.

No entanto, atualmente, vários colegas têm solicitado da SBPT discussão sobre quando e como reabrir os laboratórios de função pulmonar. E essa fase é, sem dúvida, a mais complicada para enfrentarmos devido à questão da segurança e menor risco de transmissão possível.

Duas orientações internacionais de grandes sociedades, uma recomendação oficial da ERS (veja aqui a recomendação da ERS¹)  e outra, uma sugestão via e-mail da ATS (veja aqui o webinar da ATS²) podem nos ajudar. A recomendação da ERS está muito clara e abrangente para todas as fases da epidemia, por esse motivo fizemos tradução do texto para o português e recomendamos segui-la como principal referência.

Traduzimos também um questionário de triagem para função pulmonar³ para os pacientes antes da realização da função pulmonar proposto pela ATS por acharmos mais completo, acrescentando algumas perguntas do questionário de triagem da ERS (apresentado como anexo 1 na recomendação original), que sugerimos como um questionário oficial da SBPT para esse fim.

Por utilizarmos na prática clínica uma variedade de equipamentos de fornecedores distintos, a SBPT solicitou de vários deles as normas oficiais de desinfecção dos aparelhos e especificações detalhadas sobre os filtros utilizados e todo esse material segue também disponível para consulta em pasta anexada4. É fortemente recomendado utilização de filtros para realização de qualquer exame nessa época.

Paralelamente, como iniciaremos uma atividade que seguirá envolvendo certo risco, no intuito de nos respaldarmos de alguma forma, construímos como sugestão um modelo de Termo de Consentimento Informado (TCI – em anexo)5, caso queiram fazer uso em seus laboratórios. Esse termo é comumente utilizado para todo procedimento médico de risco. No caso da COVID-19, o risco é tanto para pacientes quanto para quem realizará o exame, de forma que no modelo do TCI há questões assim relacionadas.

Desde já, recomendamos que essa reabertura de laboratórios de função pulmonar seja feita lentamente, com agenda reduzida, método e treinamento de todo o grupo de trabalho, a fim de irmos todos nos identificando e familiarizando com uma nova rotina de realização dos exames, visando prioritariamente a segurança dos nossos pacientes e de nossos técnicos.

Enfim, o momento para exercício da nossa profissão é crítico. A SBPT estará sempre aberta a qualquer discussão sobre o assunto para auxiliar seus sócios nessa nova empreitada, mas infelizmente não há ainda uma regra normatizada a seguir da nossa parte. Através de nossos experts em várias comissões e departamentos, informamos aquilo que acreditamos ser o melhor para nossos associados e seus pacientes. Não são regras de seguimento obrigatório, até mesmo porque nem temos competência jurídica para tal. Caberá a cada profissional assumir seu caminho, conforme a concordância ou não com as nossas orientações, sua realidade local e, consequentemente, também assumir os riscos envolvidos nessa escolha.

Portanto, essas orientações são provisórias dentro do cenário que temos. Nossos colegas sócios pneumologistas e em especial aqueles com atuação em função pulmonar que quiserem fazer considerações/sugestões/argumentações baseadas em dados científicos ou experiências locais comprovadas, o departamento de função pulmonar estará sempre à disposição.

Abaixo, seguiremos com alguns esclarecimentos de questões específicas sobre a reabertura dos laboratórios de função pulmonar baseados nas recomendações citadas acima.

Questão 1: Quando reabrir os laboratórios de função pulmonar?

Incialmente, como o Brasil é um país de proporção continental, não há como definir um tempo ideal de reabertura simultânea para todos os estados ou cidades. Portanto, considere as notícias recentes do Ministério da Saúde para a sua localização: a prevalência está alta ou baixa?

Uma vez identificado a prevalência local da epidemia, escolher então o plano de ação de acordo com as recomendações da ERS.

No entanto, realçamos que o número de testes realizados para COVID-19 no Brasil é muito reduzido. Em publicação recente do JAMA (DOI:10.1001/jama.2020.7872) os autores ponderam que uma avaliação precisa da COVID-19 para determinada comunidade requer evidências confiáveis sobre a proporção de pessoas sintomáticas testadas, a proporção de casos assintomáticos, a incidência cumulativa, a proporção de pessoas hospitalizadas e a proporção de óbitos. Ou seja, mesmo munidos da maior informação possível dos dados, ainda há um número de casos de infectados que permanece desconhecido para o panorama geral do Brasil. Preocupa ainda mais a porcentagem de assintomáticos que não temos notificação e que podem seguir transmitindo o vírus. Em um estudo recente a porcentagem de assintomáticos foi de 17,9%. (DOI: 10.1021/acsnano.0c02624)

Questão 2: Todos os testes devem ser reiniciados simultaneamente?

NÃO. O recomendado pela ERS e ATS é iniciar apenas com espirometria e medida da capacidade de difusão pulmonar.

Pletismografia, se real necessidade, vai depender da segurança de desinfecção da caixa – dependendo, portanto, de cada marca de aparelho e as orientações oficiais de desinfecção.

Teste de esforço cardiopulmonar (TECP) – por não ter filtro e risco de contaminação ambiental pela hiperventilação – a recomendação é de não realizar. Se realmente necessário, realizar em sala única e exclusiva com médico e técnico com EPI completo (já que não é possível distância segura do paciente) e desinfecção completa de sala após realização. Tempo entre testes deve ser calculado após essa limpeza completa e troca também de todos os removíveis e limpezas de superfícies (mínimo uma hora). Não é recomendado uso de filtro para TECP, porque pode resultar em um aumento da resistência ao fluxo de ar à medida que a demanda ventilatória do exercício aumenta e levar a um resultado de teste não confiável.

Teste de Broncoprovocação: pela nebulização e tosse – a recomendação é de não realizar – até mesmo porque não há nenhuma situação médica que esse exame especificamente se caracterize como urgente.

Questão 3: O questionário de triagem para definição de baixo ou alto risco de COVID-19 para o paciente e para a comunidade (em anexo) deve ser realizado em todo paciente agendado.

Para o cálculo do risco final do questionário:

Será considerado baixo risco para o paciente: Sem novos sintomas. / História de auto monitoramento. / Nenhum contato conhecido com alguém que estava doente. / Os sintomas de produção de tosse ou escarro são consistentes com o processo de doença crônica conhecido ou subjacente.

O risco para a comunidade será definido pelo serviço de saúde pública local da cidade que o paciente mora, informando que a prevalência local é reduzida.

Será considerado alto risco para o paciente: Sintomas novos ou múltiplos. / O membro da família está/estava doente. / Temperatura foi de 37graus celsius ou mais, mensurada recentemente ou na chegada. / Trabalha ou mora em casa de repouso. / Faz parte do grupo de “Trabalhador essencial” / Reside com agregado multifamiliar.

O risco para a comunidade será definido pelo serviço de saúde pública local da cidade que o paciente mora informando que a prevalência local é alta.

Em situações de alto risco para paciente ou comunidade, não realizar exame algum, exceto situações emergenciais que já eram levadas em consideração previamente. (Vide segurança nível 1 – recomendação ERS em anexo¹)

Questão 4: Para agendar um teste de função pulmonar os pacientes devem ter um teste de COVID-19 negativo antes da visita para o exame?

Numa condição ideal sim, mas no Brasil não teremos disponibilidade de teste para todos os pacientes com indicação de realizar função pulmonar. De forma que orientamos aplicar o questionário acima (calculando o risco final) e realizar uma pré-triagem rigorosa. A maior preocupação de todos é com os casos assintomáticos como relatado acima, de forma que mesmo após triagem o exame deve ser realizado com toda a paramentação necessária e cuidados rigorosos de desinfecção.

Questão 5: Devemos realizar testes de função pulmonar em pacientes suspeitos ou positivo para COVID-19?

NÃO. Esperar até que eles se recuperem (só realizar 30 dias após recuperação) ou tenham um teste negativo para COVID-19.

Questão 6: Qual rotina de desinfecção para COVID-19 deve ser adotada em cada serviço?

A COVID-19 é uma doença recente e ainda há muito desconhecimento sobre o vírus SARS-COV-2, de forma que não existe na literatura até o momento trabalho algum sobre métodos de desinfecção que possa garantir a realização de exames de função pulmonar com isenção completa de risco.

A maior atenção possível deve ser dada para essa questão de desinfecção, sempre levando em consideração o que já temos conhecimento prévio da rotina em procedimentos médicos que envolvem risco maior de contaminação. Dentro do possível, não deixem de discutir com a comissão de controle de infecção de seus respectivos serviços.

Na recomendação da Sociedade Espanhola de Pneumologia6 há uma sugestão mais detalhada de rotina de desinfecção, por esse motivo, também fizemos a tradução desse documento e deixamos em anexo para consulta.

Departamento de Função Pulmonar da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.


Referências e documentos:

¹Recomendação da European Respiratory Society sobre a realização de Testes de Função Pulmonar (traduzida para o português).

²Webinar da American Thoracic Society (ATS) sobre a reabertura dos laboratórios de função pulmonar.

³Questionário de triagem para testes de função pulmonar.

4Especificações de marcas de aparelho – desinfecção e filtros.

5Modelo de Termo de Consentimento Informado (TCI) para função pulmonar.

6Recomendações De Prevenção De Infecção Por Coronavírus Nas Unidades De Função Pulmonar Pela Sociedade Espanhola De Pneumologia.


Acesse a Biblioteca da página do Departamento de Função Pulmonar da SBPT para consultar todos os documentos periodicamente.