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Encontro Virtual SBPT 02/07 – Função Pulmonar: discussão de casos

Nesta quinta-feira (02/07/2020), às 20h, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) convida todos os profissionais da saúde para acompanharem mais um Encontro Virtual ao vivo. Esta semana, abordaremos o tema “Função Pulmonar: discussão de casos”.

A coordenadora do Dpto. De Função Pulmonar da SBPT, Dra. Maria Raquel Soares, vai apresentar o debate. Os médicos convidados para a mesa são o Dr. Carlos Alberto de Castro Pereira, João Marcos Salge e Roberta Pulcheri Ramos.

A reunião é gratuita e aberta a todos. Para enviar a sua pergunta, acesse: abre.ai/evirtuais02dejulho.

O projeto Encontros Virtuais é uma iniciativa da SBPT, em parceria com a Boehringer Ingelheim e GSK, para aproximar os especialistas em saúde neste momento desafiador de pandemia, amparando-os com evidências científicas e solucionando as principais dúvidas sobre COVID-19 e assuntos importantes da Pneumologia.

As reuniões são semanais, sempre às quintas-feiras, 20h, em sbpt.org.br/encontrosvirtuais.

SBPT oferece atualização em espirometria básica

Em quatro aulas gratuitas, exclusivas para o associado e disponíveis na plataforma EAD SBPT (Moodle), o aluno pode se atualizar sobre a interpretação da espirometria, aspectos técnicos e a prova broncodilatadora.

A atividade é apenas para os associados efetivos, remidos e residentes.

Na aula 1 – Introdução, a coordenadora do Departamento de Função Pulmonar da SBPT, dra. Maria Raquel Soares, apresenta o conteúdo. Os professores são o dr. Carlos Alberto de Castro Pereira e a dra. Larissa Voss Sadigurky.

O aluno que assistir às quatro aulas terá direito a um certificado de participação.

Para se inscrever, acesse: http://abre.ai/espirometria_ead_sbpt.

Orientações da SBPT sobre a reabertura de laboratórios de função pulmonar em época de COVID-19

Brasília, 28 de maio de 2020.

Até o atual momento da pandemia da COVID-19 no Brasil, a SBPT seguiu recomendando que nenhum teste de função pulmonar fosse realizado, exceto em algumas situações especiais bem definidas (ex: pré-operatório complicado de câncer de pulmão, pré-transplante e acompanhamento pós-transplante).  Essa recomendação tem sido importante a fim de seguir as normas da OMS de distanciamento social para controle da pandemia e evitar contaminação direta dos nossos pacientes e técnicos pelo vírus através da realização dos exames.

No entanto, atualmente, vários colegas têm solicitado da SBPT discussão sobre quando e como reabrir os laboratórios de função pulmonar. E essa fase é, sem dúvida, a mais complicada para enfrentarmos devido à questão da segurança e menor risco de transmissão possível.

Duas orientações internacionais de grandes sociedades, uma recomendação oficial da ERS (veja aqui a recomendação da ERS¹)  e outra, uma sugestão via e-mail da ATS (veja aqui o webinar da ATS²) podem nos ajudar. A recomendação da ERS está muito clara e abrangente para todas as fases da epidemia, por esse motivo fizemos tradução do texto para o português e recomendamos segui-la como principal referência.

Traduzimos também um questionário de triagem para função pulmonar³ para os pacientes antes da realização da função pulmonar proposto pela ATS por acharmos mais completo, acrescentando algumas perguntas do questionário de triagem da ERS (apresentado como anexo 1 na recomendação original), que sugerimos como um questionário oficial da SBPT para esse fim.

Por utilizarmos na prática clínica uma variedade de equipamentos de fornecedores distintos, a SBPT solicitou de vários deles as normas oficiais de desinfecção dos aparelhos e especificações detalhadas sobre os filtros utilizados e todo esse material segue também disponível para consulta em pasta anexada4. É fortemente recomendado utilização de filtros para realização de qualquer exame nessa época.

Paralelamente, como iniciaremos uma atividade que seguirá envolvendo certo risco, no intuito de nos respaldarmos de alguma forma, construímos como sugestão um modelo de Termo de Consentimento Informado (TCI – em anexo)5, caso queiram fazer uso em seus laboratórios. Esse termo é comumente utilizado para todo procedimento médico de risco. No caso da COVID-19, o risco é tanto para pacientes quanto para quem realizará o exame, de forma que no modelo do TCI há questões assim relacionadas.

Desde já, recomendamos que essa reabertura de laboratórios de função pulmonar seja feita lentamente, com agenda reduzida, método e treinamento de todo o grupo de trabalho, a fim de irmos todos nos identificando e familiarizando com uma nova rotina de realização dos exames, visando prioritariamente a segurança dos nossos pacientes e de nossos técnicos.

Enfim, o momento para exercício da nossa profissão é crítico. A SBPT estará sempre aberta a qualquer discussão sobre o assunto para auxiliar seus sócios nessa nova empreitada, mas infelizmente não há ainda uma regra normatizada a seguir da nossa parte. Através de nossos experts em várias comissões e departamentos, informamos aquilo que acreditamos ser o melhor para nossos associados e seus pacientes. Não são regras de seguimento obrigatório, até mesmo porque nem temos competência jurídica para tal. Caberá a cada profissional assumir seu caminho, conforme a concordância ou não com as nossas orientações, sua realidade local e, consequentemente, também assumir os riscos envolvidos nessa escolha.

Portanto, essas orientações são provisórias dentro do cenário que temos. Nossos colegas sócios pneumologistas e em especial aqueles com atuação em função pulmonar que quiserem fazer considerações/sugestões/argumentações baseadas em dados científicos ou experiências locais comprovadas, o departamento de função pulmonar estará sempre à disposição.

Abaixo, seguiremos com alguns esclarecimentos de questões específicas sobre a reabertura dos laboratórios de função pulmonar baseados nas recomendações citadas acima.

Questão 1: Quando reabrir os laboratórios de função pulmonar?

Incialmente, como o Brasil é um país de proporção continental, não há como definir um tempo ideal de reabertura simultânea para todos os estados ou cidades. Portanto, considere as notícias recentes do Ministério da Saúde para a sua localização: a prevalência está alta ou baixa?

Uma vez identificado a prevalência local da epidemia, escolher então o plano de ação de acordo com as recomendações da ERS.

No entanto, realçamos que o número de testes realizados para COVID-19 no Brasil é muito reduzido. Em publicação recente do JAMA (DOI:10.1001/jama.2020.7872) os autores ponderam que uma avaliação precisa da COVID-19 para determinada comunidade requer evidências confiáveis sobre a proporção de pessoas sintomáticas testadas, a proporção de casos assintomáticos, a incidência cumulativa, a proporção de pessoas hospitalizadas e a proporção de óbitos. Ou seja, mesmo munidos da maior informação possível dos dados, ainda há um número de casos de infectados que permanece desconhecido para o panorama geral do Brasil. Preocupa ainda mais a porcentagem de assintomáticos que não temos notificação e que podem seguir transmitindo o vírus. Em um estudo recente a porcentagem de assintomáticos foi de 17,9%. (DOI: 10.1021/acsnano.0c02624)

Questão 2: Todos os testes devem ser reiniciados simultaneamente?

NÃO. O recomendado pela ERS e ATS é iniciar apenas com espirometria e medida da capacidade de difusão pulmonar.

Pletismografia, se real necessidade, vai depender da segurança de desinfecção da caixa – dependendo, portanto, de cada marca de aparelho e as orientações oficiais de desinfecção.

Teste de esforço cardiopulmonar (TECP) – por não ter filtro e risco de contaminação ambiental pela hiperventilação – a recomendação é de não realizar. Se realmente necessário, realizar em sala única e exclusiva com médico e técnico com EPI completo (já que não é possível distância segura do paciente) e desinfecção completa de sala após realização. Tempo entre testes deve ser calculado após essa limpeza completa e troca também de todos os removíveis e limpezas de superfícies (mínimo uma hora). Não é recomendado uso de filtro para TECP, porque pode resultar em um aumento da resistência ao fluxo de ar à medida que a demanda ventilatória do exercício aumenta e levar a um resultado de teste não confiável.

Teste de Broncoprovocação: pela nebulização e tosse – a recomendação é de não realizar – até mesmo porque não há nenhuma situação médica que esse exame especificamente se caracterize como urgente.

Questão 3: O questionário de triagem para definição de baixo ou alto risco de COVID-19 para o paciente e para a comunidade (em anexo) deve ser realizado em todo paciente agendado.

Para o cálculo do risco final do questionário:

Será considerado baixo risco para o paciente: Sem novos sintomas. / História de auto monitoramento. / Nenhum contato conhecido com alguém que estava doente. / Os sintomas de produção de tosse ou escarro são consistentes com o processo de doença crônica conhecido ou subjacente.

O risco para a comunidade será definido pelo serviço de saúde pública local da cidade que o paciente mora, informando que a prevalência local é reduzida.

Será considerado alto risco para o paciente: Sintomas novos ou múltiplos. / O membro da família está/estava doente. / Temperatura foi de 37graus celsius ou mais, mensurada recentemente ou na chegada. / Trabalha ou mora em casa de repouso. / Faz parte do grupo de “Trabalhador essencial” / Reside com agregado multifamiliar.

O risco para a comunidade será definido pelo serviço de saúde pública local da cidade que o paciente mora informando que a prevalência local é alta.

Em situações de alto risco para paciente ou comunidade, não realizar exame algum, exceto situações emergenciais que já eram levadas em consideração previamente. (Vide segurança nível 1 – recomendação ERS em anexo¹)

Questão 4: Para agendar um teste de função pulmonar os pacientes devem ter um teste de COVID-19 negativo antes da visita para o exame?

Numa condição ideal sim, mas no Brasil não teremos disponibilidade de teste para todos os pacientes com indicação de realizar função pulmonar. De forma que orientamos aplicar o questionário acima (calculando o risco final) e realizar uma pré-triagem rigorosa. A maior preocupação de todos é com os casos assintomáticos como relatado acima, de forma que mesmo após triagem o exame deve ser realizado com toda a paramentação necessária e cuidados rigorosos de desinfecção.

Questão 5: Devemos realizar testes de função pulmonar em pacientes suspeitos ou positivo para COVID-19?

NÃO. Esperar até que eles se recuperem (só realizar 30 dias após recuperação) ou tenham um teste negativo para COVID-19.

Questão 6: Qual rotina de desinfecção para COVID-19 deve ser adotada em cada serviço?

A COVID-19 é uma doença recente e ainda há muito desconhecimento sobre o vírus SARS-COV-2, de forma que não existe na literatura até o momento trabalho algum sobre métodos de desinfecção que possa garantir a realização de exames de função pulmonar com isenção completa de risco.

A maior atenção possível deve ser dada para essa questão de desinfecção, sempre levando em consideração o que já temos conhecimento prévio da rotina em procedimentos médicos que envolvem risco maior de contaminação. Dentro do possível, não deixem de discutir com a comissão de controle de infecção de seus respectivos serviços.

Na recomendação da Sociedade Espanhola de Pneumologia6 há uma sugestão mais detalhada de rotina de desinfecção, por esse motivo, também fizemos a tradução desse documento e deixamos em anexo para consulta.

Departamento de Função Pulmonar da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.


Referências e documentos:

¹Recomendação da European Respiratory Society sobre a realização de Testes de Função Pulmonar (traduzida para o português).

²Webinar da American Thoracic Society (ATS) sobre a reabertura dos laboratórios de função pulmonar.

³Questionário de triagem para testes de função pulmonar.

4Especificações de marcas de aparelho – desinfecção e filtros.

5Modelo de Termo de Consentimento Informado (TCI) para função pulmonar.

6Recomendações De Prevenção De Infecção Por Coronavírus Nas Unidades De Função Pulmonar Pela Sociedade Espanhola De Pneumologia.


Acesse a Biblioteca da página do Departamento de Função Pulmonar da SBPT para consultar todos os documentos periodicamente.

JBP publica artigo sobre valores de referência de espirometria para crianças

Leia o artigo original “Valores de Referência de Espirometria para Crianças Brasileiras” no Jornal Brasileiro de Pneumologia vol. 46 n.3, de maio/junho 2020.

“Em resumo, nos propusemos a fornecer novas equações de valores previstos para espirometria, geradas a partir de dados espirométricos prospectivos e retrospectivos de 20 bancos de dados de 15 centros urbanos brasileiros, totalizando 1.990 crianças de 3 a 12 anos de idade”, explica o primeiro autor do estudo, Dr. Marcus Herbert Jones.

“Os dados mostram uma importante discrepância entre os valores obtidos na amostra e as equações em uso no Brasil (SBPT de 2002 e GLI de 2012). Acreditamos que este artigo trará importante contribuição ao manejo de doenças respiratórias crônicas em crianças”, ressalta o pneumologista.

Os autores sugerem revisão periódica dessas equações, com atualizações que incluam avanços na metodologia de avaliação pulmonar, ampliação da amostra, aprimoramento do modelo matemático e melhor caracterização da ancestralidade dos participantes e de suas condições socioeconômicas.

Mais de trinta colaboradores participaram do projeto que teve apoio do CNPq, CAPES, AstraZeneca e, principalmente, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Clique aqui para acessar o artigo completo.

Nova recomendação da SBPT para realização de testes de função pulmonar em época de COVID-19

Atenção: Nova recomendação da SBPT para realização de testes de função pulmonar em época de COVID-19.

Atualizada em 20/03/2020.

Tendo como informação, através do Ministério da Saúde e Conselho Federal de Medicina (CFM), que o Brasil já entrou na fase de explosão da pandemia do COVID-19, a SBPT recomenda, neste momento, que nenhum teste de função pulmonar (espirometria, difusão de monóxido de carbono, pletismografia e qualquer teste de exercício) seja realizado, por tempo indeterminado.

Nota: Essa recomendação será revista posteriormente de acordo com o desenrolar da infecção do COVID-19 no Brasil.

 

Diretoria SBPT biênio 2019-2020.

Departamento de Função Pulmonar da SBPT.

Recomendações da SBPT para realização de testes de função pulmonar em época de COVID-19

Como já é do conhecimento de todos, estamos enfrentando mundialmente uma situação de pandemia de infecção do vírus COVID-19. É provável que a infecção pelo COVID-19 mude da fase atual de “contenção” para “fase de crise” nas próximas semanas.

No momento, de acordo com os órgãos regulatórios vinculados ao ministério de saúde, a ideia é da tomada de medidas mais precoces para que a possamos diminuir a transmissão do vírus e evitar sobrecarga aos sistemas de saúde com consequente falta de atendimento adequado à população.

Nesse contexto, a SBPT reuniu com sua diretoria, comissão de infecção e com departamento de função pulmonar e decidiu recomendar por suspensão da realização dos exames de função pulmonar em consultórios e/ou clínicas menores nos próximos 60 dias.

Todas as organizações empresariais maiores com laboratório de função pulmonar avançada (espirometria, difusão de monóxido de carbono, pletismografia e teste cardiopulmonar de exercício) que contam com comissão de infecção local, já estão montando seus próprios planos de contingência que deverão ser seguidos particularmente.

No entanto, a SBPT recomenda que durante os próximos 60 dias sejam realizados apenas exames de função pulmonar considerados de “urgência” * – avaliação pré-operatória de pacientes com câncer de pulmão ou outra alguma cirurgia, onde a função pulmonar é essencial.  Nos demais casos, os pacientes deverão ser desencorajados (por contato telefônico) à realização de exames de função pulmonar da rotina até mesmo nessas instituições, evitando assim comparecer aos laboratórios e ocasionar aglomeramento.

Na necessidade de realização de algum exame (de paciente não sintomático respiratório) o técnico deverá realizar o exame com máscara cirúrgica, lavar as mãos com água e sabão por 40 a 60 segundos antes e após realização do exame, limpando imediatamente após o atendimento todas as superfícies que tiveram contato com paciente com álcool a 70%.** (clique aqui para ler as recomendações preventivas gerais para COVID-19 – OMS)

Para as instituições maiores, recomendamos uma orientação específica modificada (Quadro 1) da British Thoracic Society (BTS)  sobre testes de função pulmonar em época de infecção pelo COVID-19, onde é realçado os seguintes pontos-chave de acordo com a fase de contenção e fase de crise da infecção no país: Quem você deve testar? Como você deve testá-los? O que os laboratórios devem fazer no caso de COVID-19 agendado?

Todas essas recomendações serão revistas posteriormente de acordo com o desenrolar da infecção do COVID-19 no Brasil.

Quadro1: Recomendações para realização de testes de função pulmonar de acordo com as fases da infecção COVID-19 no Brasil nos laboratórios de função pulmonar avançada

Pontos

chaves

Perguntas Fase de contenção

(próximas 3 semanas, devendo ser reavaliado posteriormente)

Fase de crise

(a definir após fase de contenção)

Quem você deve testar? – É um teste de rotina ou um teste de urgência*? – Diminuir o número de agendamentos e funcionários no laboratório.

 – Tentar adiar testes não urgentes

– Não realizar teste algum
– O paciente tem sintomas de COVID19?  – Entre em contato com os pacientes antes do dia do exame, por telefone, para confirmar os sintomas e o contato com o COVID19. Desencorajar a presença.

 

– Dispensar pacientes que atendam aos sintomas do COVID e aconselhar a auto quarentena de 14 dias

– Não realizar teste algum
Como você deve testá-los? – Que medidas de controle de infecção devem ser tomadas? – Atenção rigorosa para todas as medidas rotineiras de controle da infecção da função pulmonar (filtros bacterianos e bocais individuais e descartáveis, clip nasal individual – não usar o mesmo para cada paciente -orientando lavagem com água e sabão após uso, limpeza de todas as partes de contato com lenços de álcool 70% entre os pacientes, etc.) – Não realizar teste algum
Medidas extras de controle de infecção – Toda a equipe deve lavar as mãos adequadamente sempre que chegar ou sair do laboratório, e antes e depois de qualquer contato com o paciente.

 

 – Uso de máscara pelo técnico + medidas preventivas gerais recomendadas acima (OMS)** e/ou qualquer outro equipamento de proteção individual a ser implantado, se recomendado pela equipe de controle de infecção local

– Não realizar teste algum

Clique aqui para baixar as recomendações em PDF.

 

Leia também as recomendações oficiais da SBPT sobre a COVID-19.

Departamento de Função Pulmonar da SBPT.

Diretoria SBPT – biênio 2019-2020.

SBPT abre inscrições para Curso Avançado de Função Pulmonar

A SBPT disponibilizou as aulas online do Curso Avançado de Função Pulmonar para sócios efetivos, remidos e residentes.

Ao todo, são 4h de aulas online e 8h de aulas práticas. No quadro de professores estão a Dra. Maria Raquel Soares, o Dr. Carlos Alberto de Castro Pereira, a Dra. Marina Buarque de Almeida e o Dr. João Marcos Salge.

A programação científica contempla a espirometria (aspectos técnicos e interpretação); função pulmonar em crianças; pletismografia (medidas de volume e resistência de vias aéreas); medida da difusão de monóxido de carbono, além de discussão de casos, perguntas e estações práticas.

As aulas práticas acontecem no Centro de Treinamento SBPT em Brasília em 25 e 26 de abril de 2020. 

São só 40 vagas. Aproveite! Clique na imagem para fazer a sua inscrição:

 

SBPT divulga os aprovados para Técnico em Espirometria – Turma 04

A SBPT parabeniza os 12 alunos aprovados na 4ª turma do Curso Teórico Prático Para Técnico em Espirometria. A prova foi realizada nos dias 06 e 07/12, em Brasília.

Confira a lista de aprovados.

Ainda não há previsão de abertura do próximo curso. Fique atento às novidades no início do ano que vem!

 

Veja as mudanças mais relevantes do GOLD 2020

O documento GOLD – Global Initiative For Chronic Obstructive Lung Disease – para prevenção, diagnóstico e manejo da DPOC é revisado anualmente e utilizado pelos profissionais da saúde em todo o mundo.

Na edição de 2020, as principais modificações abordam os seguintes pontos:

  • Refinamento do uso de tratamentos não farmacológicos.
  • Informações sobre o papel dos eosinófilos como biomarcadores da eficácia dos corticosteróides inalados.
  • Descrição de diagnósticos alternativos relevantes, com esclarecimentos sobre as exacerbações.

“Além disso, os autores não mais se referem à sobreposição de asma e DPOC (ACO), mas enfatizam que asma e DPOC são diferentes enfermidades”, observa o pneumologista Dr. Paulo Zimermann Teixeira, coordenador da Comissão Científica de DPOC da SBPT.

É recomendado ler o documento na íntegra para atualizar o conhecimento no manejo da doença. Veja aqui.

Na introdução ao texto, os autores destacaram que a ferramenta de avaliação “ABCD” da atualização do GOLD 2011 incorporou a avaliação multimodalidade, a carga de sintomas e chamou a atenção para a importância da prevenção da exacerbação no tratamento da DPOC.

No entanto, a estratificação espirométrica ainda foi mais eficaz para previsão de mortalidade ou outros desfechos importantes.

Para abordar essas e outras preocupações (mantendo, ao mesmo tempo, a consistência e simplicidade para o médico clínico), um refinamento da ferramenta de avaliação ABCD foi proposto no GOLD 2017, que separa a avaliação espirométrica dos grupos “ABCD”.

Assim, os grupos ABCD e suas implicações associadas às recomendações de tratamento farmacológico ficaram derivados exclusivamente dos sintomas dos pacientes e do histórico de exacerbações.

Esta ferramenta de avaliação revisada reconheceu as limitações do VEF1 em influenciar algumas decisões terapêuticas para o atendimento individualizado do paciente e destacou a importância dos sintomas e dos riscos de exacerbação em pacientes com DPOC.

A espirometria permanece como exame fundamental para o diagnóstico, prognóstico e tratamento não farmacológico.

Na revisão GOLD 2019, o tratamento inicial (com base no ABCD) foi separado do tratamento de acompanhamento, com base nas principais características tratáveis ​​do paciente e no(s) medicamento(s) atualmente usado(s).

Outra mudança importante em 2019 foi a introdução da contagem de eosinófilos no sangue como um biomarcador para estimar a eficácia dos corticosteróides inalados na prevenção de exacerbações.

Fonte: Comissão Científica de DPOC da SBPT.

SBPT realiza debate sobre DPOC em Ribeirão Preto (SP)

Na próxima segunda-feira (04/11), a SBPT vai promover uma discussão de casos clínicos sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

O evento acontece no dia 4 de novembro de 2019, no restaurante La Cucina di Tullio Santini de Ribeirão Preto (SP), a partir das 19h30.

A proposta é promover um encontro descontraído e, ao mesmo tempo, produtivo, sobre sintomas respiratórios, exacerbações e dispneia em DPOC. O projeto Debates Clínicos é realizado pela SBPT em parceria com a GSK e a Geratherm.

Clique aqui para fazer a sua inscrição.

Confira a programação completa e mais informações:


As próximas edições dos Debates Clínicos acontecem nos dias 08/11 em Uberlândia (MG) e 29/11 em Santa Maria (RS).

Para mais informações, ligue 0800 616 218, ramal 209. Ou pelo e-mail: eventos@sbpt.org.br.

Diferentes intensidades de exercício físico e capacidade funcional na DPOC: revisão sistemática e meta análise

“Diferentes intensidades de exercício físico e capacidade funcional na DPOC: revisão sistemática e meta análise” está disponível no Jornal Brasileiro de Pneumologia, vol. 45, n. 5. Leia aqui.

“A partir da meta análise apresentada sobre o consumo máximo de oxigênio, não houve diferenças entre o HIIT e outra intervenção, como o exercício contínuo, por exemplo”, concluiu o principal autor, Prof. Dr. Juliano Rodrigues Adolfo.

“Tanto o HIIT como o exercício contínuo atuam de maneira semelhante em relação a respostas funcionais e cardiovasculares”, inferiu o autor. Leia a meta análise completa.

Ainda de acordo com ele, “o emprego da meta análise aumenta o poder de evidência sobre a influência do HIIT sobre variáveis funcionais e cardiovasculares”, ainda que poucos ensaios randomizados controlados tenham sido encontrados, já que grande parte dos estudos realizados envolvendo HIIT e pacientes com DPOC são do tipo quase experimental.

No entanto, os estudos incluídos na meta análise apresentam alto risco de viés, principalmente quanto ao sigilo da alocação, cegamento dos avaliadores dos desfechos e análise por intenção de tratar.

“A falta dessas características metodológicas pode influenciar diretamente os resultados dos estudos relacionando o HIIT com outras intervenções na DPOC”, completa o especialista.

SBPT realiza Curso de Técnico em Espirometria online e presencial

Estão abertas as inscrições para a 4ª turma de 2019 do Curso de Técnico em Espirometria da SBPT. As aulas online podem ser concluídas até 21/11. As aulas práticas acontecem em 06 e 07/12.

O curso é destinado aos assistentes de médicos pneumologistas com 2º grau completo. O investimento é de R$ 400.

Clique na imagem para fazer sua inscrição.

O conteúdo das aulas online inclui:

  1. Noções básicas para o entendimento da espirometria.
  2. Entendendo os parâmetros mensurados na espirometria.
  3. Sistemas de espirometria.
  4. Espirometria: Preparação para o exame.
  5. Teste espirométrico.
  6. Teste broncodilatador.
  7. Qualidade em prova de função pulmonar.
  8. Aspectos práticos da técnica em espirometria.
  9. Peculiaridades da técnica em espirometria nas crianças.

Ao concluir 4h30 de aulas online e responder aos questionários com acerto mínimo de 50%, o aluno está apto a realizar a etapa prática no Centro de Treinamento SBPT, em Brasília.

Ao final do curso presencial, com carga horária de 7h30, o aluno realiza uma prova. Se acertar o mínimo de 70% das questões e comprovar o mínimo de 80h realizadas de exame, o candidato tem direito a certificado.

Participe! Vagas limitadas.