Fechar

Busca no site:

Congressos da SBPT: envie seu trabalho científico

A SBPT está recebendo resumos científicos para o XII Congresso Brasileiro de Asma, VIII Congresso Brasileiro de DPOC e Tabagismo e XVIII Congresso Norte e Nordeste de Pneumologia, que acontecem em João Pessoa (PB), de 14 a 16 agosto de 2019.

O resumo deve ter a seguinte estrutura: Introdução – Objetivos – Métodos – Resultados – Conclusão e Referências. Os trabalhos escolhidos serão montados na área de exposição de pôsteres para o ciclo de debates com especialistas e publicados nos anais dos Congressos.

São mais de vinte áreas temáticas para escolha: 

Asma – Bronquiectasias – Câncer – Circulação pulmonar – Cirurgia torácica – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica -Doenças intersticiais – Doenças ocupacionais – Endoscopia respiratória – Fibrose cística – Fisioterapia respiratória – Função pulmonar – Imagem – Infecções respiratórias e micoses – Medicina intensiva / Ventilação mecânica – Pleura – Pneumopediatria – Sono – Tabagismo – Tosse – Tuberculose – Epidemiologia – Miscelânea.

Cada autor pode cadastrar até seis resumos para avaliação. A SBPT vai escolher, no máximo, três resumos por autor.

Os trabalhos podem ter até seis autores (um principal e cinco coautores). É imprescindível efetivar a inscrição nos Congressos antes de submeter os resumos.

Clique na imagem para ver as regras e submeter seu resumo!

SBPT e SPPT participam do Bem Estar Global de Ribeirão Preto (SP)

O Bem Estar Global é promovido pela Rede Globo para levar assistência à saúde da população em diversas cidades brasileiras. Junto à Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), realizamos quase 200 espirometrias em quatro horas de evento no Parque Luis Carlos Raya, em Ribeirão Preto (SP).

Além das espirometrias, foram feitos atendimentos de orientação sobre tabagismo, asma e DPOC na Tenda do Pulmão.

Confira as fotos: 

 

Pneumologistas da SBPT participam da 22ª Conferência Nelson Porto

Há 22 anos consecutivos, o serviço de Pneumologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS) realiza um evento científico de atualização e integração entre os especialistas – a Conferência Nelson Porto.

Evento aconteceu no teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa. Na foto, a equipe de médicos do serviço de Pneumologia do hospital.

Este ano, o coordenador do encontro foi o Dr. Luiz Carlos Corrêa da Silva (Presidente SBPT 2000-2002). O evento contou, ainda, com a aula do Dr. Adalberto Sperb Rubin, Presidente da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Rio Grande do Sul e Chefe do Serviço de Pneumologia do Hospital.

“A 22ª Conferência Nelson Porto foi importante para se discutir diretrizes internacionais de DPOC, asma, tabagismo e fibrose pulmonar: diagnósticos, terapias, casos clínicos e a melhor maneira de manejá-los”, comentou o Dr. Rubin.

Ele lembrou, ainda, que a Santa Casa tem tratamento adequado para todas essas doenças. Além disso, o hospital se consagrou como o maior centro de transplante de pulmão da América Latina.

Quem perdeu a edição de 2018 ainda pode participar da Conferência no ano que vem. O evento acontece sempre no mês de novembro. Fique ligado.

Nove em cada dez pessoas respiram ar poluído

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)¹, 90% da população mundial está exposta a concentrações de poluentes acima dos limites recomendados.

A poluição do ar, tanto em ambientes externos como internos, causa aproximadamente 7 milhões de mortes por ano, sendo que em torno de 80% delas são por doenças não transmissíveis e 20% são por infecções respiratórias, principalmente pneumonias.

Desse total, cerca de 3,8 milhões de óbitos são atribuíveis à inalação de fumaça produzida pela queima de biomassa (madeira e outros resíduos orgânicos) no interior dos domicílios. As populações mais afetadas são mulheres e crianças das áreas rurais ou da periferia urbana, sendo que 90% dessas mortes acontecem principalmente nos países mais pobres da Ásia, África e América¹, ².

Em torno de 40% da população mundial depende da queima de biomassa para cozinhar ou se aquecer. Estima-se que a queima de biomassa intradomiciliar e as queimadas de matas e canaviais causem mais de 12% de todos os óbitos no mundo. Imagem: Freestockcenter / Freepik.

Nas grandes cidades, as principais fontes de poluição atmosférica são a queima de combustíveis fósseis pelos veículos automotores e as emissões de indústrias e usinas termoelétricas.

Indicadores de morbidade e mortalidade mostram que a poluição do ar é responsável por:

• Mais de um terço das mortes por doenças cardiovasculares.
• Um a cada cinco óbitos por acidentes cerebrovasculares (AVC).
• Infecções respiratórias agudas, principalmente em crianças
• Crises de asma brônquica.
• Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
• Quase 10% dos óbitos por câncer de pulmão.

O mapa mundi na figura abaixo³ mostra a taxa de mortalidade atribuída à poluição do ar em 2016 por país, com percentuais que variam de até 5% (cor azul escuro) a 25% (cor vermelha). O diâmetro dos círculos de cor violeta sobre alguns países é proporcional ao número de estações de monitoramento da qualidade do ar ali existentes.

No Brasil, a taxa de óbitos relacionados à poluição atmosférica é igual ou inferior a 5%.

Conferência Global da Organização Mundial de Saúde

De 30 de outubro a 1º de novembro de 2018, ocorreu em Genebra (Suíça) a Primeira Conferência Global da OMS sobre Poluição Atmosférica e Saúde4. Na ocasião, gestores governamentais, membros de comitês científicos e representantes de organizações ambientais manifestaram a necessidade de medidas urgentes para prevenir as doenças e mortes relacionadas à poluição.

As principais estratégias globais recomendadas para atingir essas metas são:

• A intensificação da cooperação internacional e intersetorial para a redução das emissões de gases e material particulado.
• O desenvolvimento de cidades e assentamentos sustentáveis, de acordo com os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU5.

O controle da poluição do ar é especialmente importante para reduzir a mortalidade por pneumonia em crianças menores de cinco anos. Mais da metade dos óbitos por pneumonia nessa faixa etária estão associados a esse fator de risco. Além disso, a exposição precoce ser um fator preditivo para o desenvolvimento posterior de doenças respiratórias crônicas.

Por sua vez, os idosos, os portadores de doenças respiratórias e cardiovasculares, os diabéticos, os fumantes e os trabalhadores expostos ocupacionalmente são os grupos da população adulta que sofrem o maior risco de adoecerem ou morrerem pelos efeitos da exposição à poluição do ar4.

Algumas das principais recomendações práticas da Primeira Conferência para os países membros foram:

• Planejar e executar alternativas de mobilidade com menor impacto ambiental, como a bicicleta ou o transporte público.
• Reduzir a queima de combustíveis fósseis (gasolina, Diesel e carvão),
• Desenvolver projetos para a melhoria da qualidade do ar no interior de domicílios onde se pratica a queima de biomassa.
• Prover o acesso a fontes de energia mais limpas, como a eólica e a solar.
• Implementar a vigilância e a regulação ambiental pelas agências governamentais.

Incentivar o uso da bicicleta como meio de locomoção previne dois dos principais fatores de risco para o adoecimento e o óbito precoce: a exposição à poluição e o sedentarismo.

Porém, transitar de bicicleta ou praticar atividade física no ambiente urbano também exige cuidados. O exercício físico intenso eleva a frequência respiratória e aumenta relativamente o contato das vias aéreas e alvéolos com os poluentes que contaminam o ar inalado.

“Nós conciliamos a questão dos não fumantes. Agora, vamos conciliar a situação dos não motoristas! Divida a cidade em duas seções: dirigível e não dirigível”. Cartum do cicloativista norte-americano Andy Singer.

A Comissão de Doenças Ocupacionais e Ambientais da SBPT recomenda que a prática da caminhada, corrida ou ciclismo seja realizada, preferencialmente:

• Em vias secundárias de tráfego ou parques, evitando avenidas ou rodovias com grande circulação de veículos.
• Em horários com menos trânsito de veículos e menos ensolarados, já que a radiação ultravioleta facilita a formação secundária de ozônio na troposfera.

As cidades e regiões que dispuserem de uma rede de monitoramento da qualidade do ar devem divulgar diariamente esses resultados para que a população reconheça os períodos sazonais com picos de concentração de poluentes.

Veja mais recomendações para evitar as consequências da poluição atmosférica em entrevista com o coordenador da Comissão Científica de Doenças Ocupacionais e Ambientais da SBPT, Carlos Nunes Tietboehl Filho, ao Programa Saúde, da Ulbra TV, de Porto Alegre (RS):

O Dr. Carlos lembrou do impacto causado pela queima da cana na área rural do Brasil no desenvolvimento de doenças respiratórias e cardiovasculares.


Informações:

Comissão Científica de Doenças Ocupacionais e Ambientais da SBPT.

Imagem de destaque: rawpixel.com / Freepik.

Referências:

¹http://www.who.int/news-room/detail/02-05-2018-9-out-of-10-people-worldwide-breathe-polluted-air-but-more-countries-are-taking-action

²https://www.who.int/phe/news/clean-air-for-health/en/

³http://datadriven.yale.edu/urban/issue-profiles/air-pollution/

4http://www.who.int/airpollution/events/conference/en/

5https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2015/10/agenda2030-pt-br.pdf

Pneumologistas da SBPT trocam informações em eventos importantes para a saúde respiratória

O Workshop de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) em Doenças Respiratórias Crônicas e o evento de Pesquisa e Inovação Pensar 2018 encerraram o mês de novembro com projetos importantes para a pesquisa e para a saúde pública.

Workshop de ATS e PCDT em Doenças Respiratórias Crônicas – Belo Horizonte (MG)

O workshop de ATS e PCDT contou com a presença do Ministério da Saúde, CONITEC-SUS, Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (INAFF) e Secretarias Estaduais de Saúde. 

“A reunião uniu instituições públicas e profissionais da saúde para se discutir protocolos e diretrizes de manejo da asma grave e DPOC e, assim, caminharmos no sentido da aprovação de novas tecnologias e tratamentos no SUS, como os imunobiológicos, por exemplo”, informa o pneumologista da SBPT, Dr. José Eduardo Cançado.

“Atualmente, a asma e a DPOC respondem pela quarta ou quinta causa de internações nos hospitais do SUS. É mais vantajoso economicamente tratar o paciente para que ele não seja hospitalizado”, completa o médico.

Ele lembrou ainda, do papel das sociedades médicas nas proposições de tecnologias para submissão no CONITEC, atuando em conjunto com a indústria farmacêutica. 

O presidente da Sociedade Mineira de Pneumologia (SMPCT), Dr. Rodrigo Barbosa, também esteve propondo soluções na mesa redonda: “Impacto da DPOC no SUS: o Desafio da Sustentabilidade em Tempos de Crise”.

Dr. José Eduardo Cançado, da Comissão Científica de Asma da SBPT, foi um dos palestrantes no evento.

Pensar 2018 – Goiânia (GO)

Evento organizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em conjunto com parceiros discutiu as inovações em saúde respiratória.

 

Dr. Marcelo Rabahi, pneumologista membro da SBPT, dá aulas no evento Pensar 2018: três dias de imersão em projetos e artigos publicados sobre DPOC, Asma, Sono, Imagem e Tuberculose em 2017 e 2018.
O pneumologista Prof. Dr. Marcus Conde concedeu uma aula sobre escrita de artigos científicos no Pensar 2018.

Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC): 21 de novembro

O Dia Mundial da DPOC é uma campanha anual conduzida pela Iniciativa Global Para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (GOLD), sempre na 3ª quarta-feira do mês de novembro, com o objetivo de aumentar o conhecimento público sobre a doença.

A DPOC é uma síndrome clínica que compreende a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Os sintomas mais comuns são falta de ar aos esforços, tosse, expectoração e cansaço, que aparecem quando a inflamação dos brônquios e o excesso de muco (característicos da bronquite crônica) dificultam a passagem do ar, causando perda progressiva da função pulmonar.

O enfisema, alteração caracterizada pela dilatação dos alvéolos (espaços aéreos microscópicos onde ocorre a troca de gases entre o ar e o sangue dos capilares) e destruição de suas paredes, também agrava a falta de ar por reduzir a capacidade dos pulmões oxigenarem o sangue.

A DPOC é uma doença tratável com medicamentos (broncodilatadores, anti-inflamatórios e outros, especificados pelo médico), além da reabilitação pulmonar e suplementação de oxigênio, dependendo da gravidade.

Atualmente, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica representa a 3ª causa de morte no mundo (251 milhões/ano). Trata-se de um dado alarmante, já que é possível evitá-la. A melhor forma de prevenção é a cessação do tabagismo, responsável por cerca de 80% dos casos.

O slogan da campanha de 2018 “never too early, never too late” (“nunca é cedo demais, nunca é tarde demais”) reafirma a importância de prestar a atenção na respiração cotidianamente e enfatiza que a DPOC tem tratamento efetivo, especialmente quando o diagnóstico é feito no início.

Aos pacientes que apresentem sintomas suspeitos, é recomendado consultar o médico, a fim de confirmar o diagnóstico e iniciar precocemente o tratamento, que visa, entre outras coisas, controlar os sintomas, reduzir o impacto da doença no dia a dia, prevenir as exacerbações e retardar a progressão da DPOC.

Pessoas que passaram a perder o fôlego e ficar ofegante durante a atividade física, por exemplo, ou que têm tosse repetitiva ou, ainda, com histórico de exposição à fumaça, devem fazer a espirometria, exame rápido, indolor e não invasivo.

Clique na imagem para ler a cartilha da Espirometria (em português) – European Respiratory Society e European Lung Foundation.

Tratamento

Por ser uma doença crônica, a DPOC deve ser controlada e tratada a longo prazo, com medicações de controle, definidas pelo médico conforme a gravidade da doença. A maioria dos pacientes toma remédios para ajudar na limpeza das vias aéreas, facilitar a respiração, reduzir a inflamação ou aumentar o crescimento e a reparação tecidual.

A reabilitação pulmonar consiste em um programa de treinamento físico e medidas educacionais para mudança de comportamento, manejo de sintomas e ganho de tolerância após os esforços físicos¹ do paciente com DPOC. Os exercícios podem ser feitos em casa ou no hospital. Diversos estudos² demonstraram o papel da reabilitação na redução da dispneia (falta de ar), no aumento do desempenho no exercício, na redução na frequência de crises e melhora da qualidade de vida, independente do estágio clínico da doença.

No entanto, a terapia ainda é pouco difundida. Apenas 1,9% dos pacientes internados com DPOC nos EUA (4.225 de 223.832 indivíduos incluídos na pesquisa²) aderiram aos programas de reabilitação nos 6 primeiros meses.

Exacerbações

Os eventos de piora da tosse, catarro no peito e falta de ar são as chamadas “exacerbações” da DPOC, que podem ocorrer sem causa aparente ou por estímulo de uma infecção respiratória, exposição à poluição, exposição ao tabaco ou descompensação de outras doenças, como eventos cardiovasculares e tromboembólicos. A vacinação para a influenza e para o pneumococo e a cessação do tabagismo são medidas reconhecidas para evitar esses episódios.

No dia a dia, há uma série de estratégias (medicamentosas e não medicamentosas) orientadas pelo médico para os casos de piora das queixas respiratórias. Ainda assim, é importante estar atento e procurar ajuda caso os sintomas não melhorem.

Oxigenoterapia em casa: recomendada para casos específicos de DPOC³

A oxigenoterapia domiciliar prolongada (ODP) é a suplementação de oxigênio por um cateter nasal, indicada para pacientes com DPOC grave que preencham critérios bastante específicos. O médico se baseia no valor da medida do oxigênio no sangue, aferida através de um exame chamado gasometria arterial. O uso do oxigênio está associado a um melhor desempenho nas atividades da vida diária, ao aumento da tolerância ao exercício e também ao aumento da sobrevida.

Acesse aqui a cartilha elaborada pelo Ambulatório de Oxigenoterapia da Faculdade de Medicina da Unesp.

É bom lembrar que a utilização do O2 não deve se restringir aos momentos de “falta de ar”, mas ao maior tempo possível (idealmente 18 a 24h/dia).

Em setembro de 2018, foram gastos mais de 8 milhões com serviços hospitalares para tratar a bronquite, enfisema e outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas, segundo o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), do Ministério da Saúde.


Mais informações e referências:

¹ Singh SJ, Garvey C, ZuWallack R, Nici L, Rochester C et al. An official American Thoracic Society/European Respiratory Society statement: key concepts and advances in pulmonary rehabilitation. Am J Respir Crit Care Med 2013;188:e13-64.

² Spitzer KA, Stephan MS, Priya A, Pack QR, Pekow PS, Lagu T et al. Participation in Pulmonary Rehabilitation Following Hospitalization for COPD among Medicare Beneficiaries. Ann Am Thorac Soc. 2018 Nov 12. doi: 10.1513/AnnalsATS.201805-332OC. [Epub ahead of print]

³ Mesquita1 CB, A , Knaut1 C, B , Caram1 LMO, C , et al. Impacto da adesão à oxigenoterapia de longa duração em pacientes com DPOC e hipoxemia decorrente do esforço acompanhados durante um ano. J Bras Pneumol. 2018;44(5):390-397.

Forum of International Respiratory Societies. World COPD Day 2018 Fact Sheet.

GOLD COPD lança diretrizes 2019 de manejo da DPOC

Documento traz informações atualizadas com base em evidências científicas sobre diagnóstico, manejo e prevenção da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

No Brasil, cerca de 6 milhões de pessoas têm DPOC. Porém, apenas 12% são diagnosticados e só 18% seguem o tratamento. Para conscientizar as pessoas a buscarem ajuda e respirarem melhor, a GOLD COPD estabeleceu que a terceira quarta-feira do mês de novembro deve ser lembrada como Dia Mundial da DPOC. Este ano, a data da campanha é em 21/11.

As diretrizes da GOLD são elaboradas por um comitê científico internacional. No Brasil, fazem parte da Assembleia o presidente da SBPT, Dr. Fernando Lundgren e o presidente da Comissão de DPOC da SBPT, Dr. Aquiles Camelier.

Uma nova seção sobre eosinófilos foi adicionada no capítulo 3. A reabilitação pulmonar e as recomendações de manejo pessoal do paciente com DPOC foram atualizadas. A prevenção de exacerbações e as novidades em estudos com LABA/LAMA também foram incluídos.

As formas de classificação do risco da doença, a terapia e o follow-up do tratamento ajudam a nortear o trabalho diário do médico e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Confira o documento.

PEC SBPT aborda Asma, DPOC e Imagem em Brasília

A SBPT e a Sociedade Brasiliense de Doenças Torácicas (SBDT) encerraram com sucesso o Programa de Educação Continuada (PEC) sobre “Desafios Do Controle da Asma, DPOC e Imagem” nos dias 26 e 27/10, no Centro de Treinamento SBPT em Brasília. Ainda dá tempo de participar da edição de João Pessoa (PB) neste fim de semana!

As aulas em Brasília foram apresentadas pelo Dr. Marcelo Tadday Rodrigues (RS) e Dr. Pedro Paulo Teixeira e Silva Torres (GO).

“Na sexta-feira (26), o Dr. Marcelo Tadday nos apresentou, de maneira clara, concisa e objetiva, os problemas atuais relacionados ao controle da asma e DPOC. Após a apresentação, houve uma importante discussão com a plateia, o que engradeceu muito o momento”, ressaltaram o presidente e a diretora científica da SBDT, Dr. Jefferson Fontinele e Silva e Dra. Tatiana Coelho Veloso.

“No sábado de manhã, o Dr. Pedro Paulo Teixeira fez uma rica e didática apresentação, abordando temas de imagem em doenças torácicas. No final, foram apresentados casos clínicos com a participação massiva dos presentes”, completam.

Foi realizada, ainda, uma singela homenagem ao Dr. Melânio de Paula Barbosa, primeiro presidente da SBDT, por sua inestimável contribuição à Pneumologia local e nacional. O PEC contou com a honrosa presença de médicos da SBDT com expressão nacional, tais como a Dra. Elizabeth Oliveira Rosa e Silva, Dra. Clarice Guimarães Freitas e Dr. Manoel Ximenes Netto.

Participe do Programa de Educação Continuada da SBPT. Nos vemos no dia 9/11 em João Pessoa!

Sociedade de Pneumologia da Bahia realiza Workshop sobre Asma e DPOC

Na próxima sexta-feira, dia 26/10, a Sociedade de Pneumologia da Bahia (SPBA) convida os médicos, residentes, estudantes e profissionais da saúde para uma jornada de atualização em Asma e DPOC em Salvador, preparada com o apoio da indústria. Participe!

A programação inclui:

Asma

– Definição, diagnóstico diferencial e comorbidades

– Fenótipos, endótipos e novos biomarcadores

– Rotina de avaliação diagnóstica

– Quando indicar e como selecionar o uso de imunobiológicos

– Casos clínicos: experiência com Omalizumabe (residentes HUPES)

– Cigarro eletrônico, narguilé e maconha: desafios do novo século.

DPOC

– Novos consensos na DPOC – GOLD 2019, ALAT 2019, SBPT 2017.

– É importante avaliar eosinófilo?

– Manejo terapêutico

– Quando escolher a terapia dupla ou tripla?

– O papel da disfunção muscular e reabilitação pulmonar

– Indicações controversas na oxigenoterapia

– Casos clínicos.

Inscreva-se nos Programas de Educação Continuada SBPT 2018

Os Programas de Educação Continuada presenciais da SBPT (PECs) acontecem entre outubro e novembro e são destinados a todos os profissionais da saúde. Este ano, o tema escolhido é controle da Asma e da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), considerando aspectos como diagnóstico por imagem, bronquiectasias e doenças intersticiais.

Em cada cidade, os professores vão priorizar um assunto específico sobre controle das doenças obstrutivas. Confira os locais, datas e detalhes dos cursos e clique na cidade para fazer sua inscrição:

Teresina (PI) 19 e 20 de outubro Os desafios no controle da Asma e DPOC  – Imagem
Belém (PA) 19 e 20 de outubro Os desafios no controle da Asma e DPOC e Bronquiectasias
Uberlândia (MG) 26 e 27 de outubro Os desafios no controle da Asma e DPOC – Interstício
Brasília (DF) 26 e 27 de outubro Os desafios no controle da Asma e DPOC – Imagem
João Pessoa (PB) 9 e 10 de novembro Os desafios no controle da Asma e DPOC e Hipertensão Pulmonar

 

Em Teresina (PI), serão discutidos raio-x de tórax, tomografia de tórax de alta resolução, angiotomografia e exercício clínico radiológico.

Em Belém (PA), o assunto detalhado será bronquiectasias: comorbidades de doenças obstrutivas, diretrizes e estratégias medicamentosas; além de asma: fenótipos e endótipos e atendimento estruturado da doença.

Em Uberlândia (MG), o aluno terá a oportunidade de se aprofundar em classificação das doenças intersticiais; reabilitação pulmonar domiciliar; quais exames solicitar no acompanhamento dessas doenças; além de novos medicamentos para FPI.

Em Brasília (DF), serão abordados a avaliação radiográfica do tórax em ambiente de UTI; opacidades pulmonares difusas: consolidações, vidro fosco e pavimentação em mosaico; diagnóstico por imagem de tromboembolismo pulmonar; além de discussões de casos.

Em João Pessoa (PB), o PEC inclui a classificação e revisão dos medicamentos em HP; discussão de casos clínicos e manejo do Cor Pulmonale.

Como manter a saúde do sistema respiratório após os 65 anos de idade?

O mês de outubro é inaugurado com o Dia Mundial do Idoso (1º/10). A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia recomenda hábitos que preservam o bom funcionamento dos pulmões com o passar dos anos

O processo de envelhecimento do corpo humano é permeado por diversos fatores, como o acúmulo de resíduos do metabolismo nas células, o excesso de radicais livres resultantes da respiração celular, o baixo índice de renovação das células, o processamento mais vagaroso das proteínas, além de instabilidades genéticas, como alterações e danos no DNA e uma maior suscetibilidade a infecções e tumores, por causa da redução na resposta imune.

No caso do sistema respiratório humano, os pulmões atingem a máxima função aos 20/25 anos de idade, em média. Depois disso, é possível observar pela espirometria que a função do órgão tende a declinar lentamente. Entre os 35 e 40 anos, o volume de expiração reduz entre 25 e 30 ml anualmente. Aos 70 anos, a perda desse volume chega a 60 ml por ano.

Normalmente, essas alterações funcionais próprias do envelhecimento saudável não causam sintomas perceptíveis, mas os problemas podem surgir quando agressões externas – fumaça do cigarro, poluição e agentes infecciosos – aceleram essa perda de função pulmonar e contribuem para o desenvolvimento de doenças respiratórias, como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), fibrose pulmonar, câncer de pulmão ou síndrome de disfunção de múltiplos órgãos, por exemplo.

Predisposição genética + exposição a poluentes, cigarro e infecções aceleram o envelhecimento. Foto: European Resp Journal.

Globalmente, o número de novos casos de DPOC a cada ano em indivíduos com menos de 45 anos é de 200 a cada 10 mil pessoas. Acima dos 65 anos, esse índice sobe para 1.200. Depois dos 75 anos de idade, os diagnósticos de Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) também aumentam de 4 para 17 a cada 10 mil pacientes.

Deve-se salientar que a tendência de aumento da propensão a doenças respiratórias ao longo dos anos não se deve apenas ao envelhecimento, mas também aos efeitos cumulativos das exposições inalatórias durante a nossa vida (poluição, tabaco e agentes infecciosos).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, atualmente, 9,22% da população brasileira têm mais de 65 anos. Em 2060, essa porcentagem será de 25,5%. Por isso, entender as causas do aumento das doenças pulmonares entre a população senil e adotar hábitos saudáveis cada vez mais cedo contribuem para aumentar a longevidade e a qualidade de vida do idoso.

Veja dicas para preservar a função dos pulmões por mais tempo:

1 – Mantenha uma rotina diária de exercícios físicos, como dança, hidroginástica, pilates e esportes.

2 – Adote uma alimentação saudável, com a inclusão de verduras, frutas e outros alimentos com efeito antioxidante. Lembre-se de que a suplementação de vitaminas não se compara a uma boa alimentação.

3 – Não fume. As substâncias químicas do cigarro aumentam o stress oxidativo das células, causam alterações genéticas e disfunções celulares, como o encurtamento dos telômeros, estruturas responsáveis por impedir o desgaste do material genético. O desequilíbrio molecular e celular agrava o quadro das doenças pulmonares, como enfisema e bronquite crônica (DPOC), câncer de pulmão e fibrose pulmonar idiopática.

4 – Tenha em mente que falta de ar (dispneia), tosse ou cansaço não são normais da idade. Procure um pneumologista.


Referências

ASCHER, Kori et al. Lung Disease of the Elderly: cellular mechanisms. Clin Geriatr Med, 2017. http://dx.doi.org/10.1016/j.cger.2017.07.001.

BUDINGER, Scott et al. Blue Journal Conference: Aging and Susceptibility to Lung Disease. Am J Respir Crit Care Med Vol 191, Iss 3, pp 261–269, Feb 1, 2015. https://doi.org/10.1164/rccm.201410-1876PP

MEINERS, Silke; EICKELBERG, Oliver; KÖNIGSHOFF, Melaine. Hallmarks of the ageing lung. European Respiratory Journal 2015 45: 807-827. https://doi.org/10.1183/09031936.00186914

SHARMA, Gushan; GOODWIN, James. Effect of aging on respiratory system physiology and immunology. Clinical Interventions in Aging 2006:1(3) 253–260, 2006.

TEIXEIRA, Adherbal Víctor Rodrigues et al. O Sistema Respiratório e o Envelhecimento. Universidade Federal de Goiás, 2018.