JBP passa a se chamar Respiratory Research & Clinical Practice e inaugura nova etapa da revista científica

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) inicia um novo capítulo em sua história editorial com a mudança de nome do tradicional Jornal Brasileiro de Pneumologia (JBP), que passa a se chamar Respiratory Research & Clinical Practice (RRCP). A decisão foi anunciada em editorial assinado pela editora-chefe, Marcia Margaret Menezes Pizzichini, e representa um movimento estratégico voltado à ampliação da visibilidade e da inserção internacional do periódico.
Fundado em 1975 como Jornal de Pneumologia e rebatizado em 2003 como Jornal Brasileiro de Pneumologia, o JBP consolidou-se uma das principais revistas científicas do Brasil, reconhecida pelo rigor do processo de revisão por pares e pelo compromisso com a qualidade editorial
Nos últimos anos, o periódico alcançou resultados expressivos. Em 2024, passou a integrar o quadrante Q2 entre 105 revistas internacionais de Medicina Respiratória, ocupando a 42ª posição, com fator de impacto de 3.0 e H-index de 52. O índice de citação reportado pelo Scopus atingiu 4.0, com 78% dos artigos originais publicados nos últimos cinco anos sendo citados. Em 2026, a revista foi elevada da classificação B1 para A2 no sistema Qualis-CNPq.
Apesar desse cenário positivo, a análise estratégica conduzida pela equipe editorial trouxe uma reflexão sobre o futuro. “Temos enorme orgulho das conquistas da revista, mas a pergunta que permanece é: podemos fazer ainda melhor nos próximos anos?, questiona Pizzichini. Tal indagação expressa não apenas o compromisso com a evolução contínua mas também com a ampliação do impacto internacional da publicação.
Segundo a editora-chefe, o ambiente global de publicações científicas exige reposicionamento constante. Um dos fatores considerados foi a possível conotação regional associada ao nome anterior, que poderia influenciar a percepção sobre o escopo da revista e o perfil das submissões
Nesse contexto, a mudança busca fortalecer a conexão com a comunidade científica internacional. “Diante das tendências emergentes e da necessidade de maior visibilidade, renomear nossa revista para Respiratory Research & Clinical Practice (RRCP) tem como objetivo remover as conotações regionais de nossas publicações”, afirma Pizzichini.
O novo título também evidencia de forma clara o escopo da revista e seu compromisso com a integração entre pesquisa e prática assistencial. “O novo nome reflete com precisão a dupla ênfase da revista em pesquisa original e prática clínica. Essa clareza tende a aprimorar a qualidade dos artigos de pesquisa translacional, enriquecendo nosso conteúdo e tornando-o mais relevante tanto para pesquisadores quanto para clínicos”, destaca a editora-chefe.
A transição, no entanto, pode provocar efeitos temporários nos indicadores bibliométricos, especialmente em função do período de adaptação entre o título anterior e o novo. “Nos três primeiros anos após a mudança de nome, prevemos que métricas como o Índice de Citação, o Fator de Impacto e o Qualis-CNPq possam ser impactadas em razão da necessária transição entre o nome anterior e o novo”, pondera Pizzichini.
Ainda assim, a avaliação é de que o movimento é estratégico e sustentável a médio e longo prazo. A mudança para o RRCP simboliza a maturidade de um periódico já consolidado, que agora amplia seu horizonte para fortalecer a inserção internacional sem abrir mão do compromisso histórico com a excelência científica e com o avanço da medicina respiratória. “Renomear o periódico representa um passo significativo rumo a uma maior internacionalização e relevância na área da medicina respiratória”, concluiu a editora-chefe.
Clique aqui e leia o artigo da Dra. Márcia Pizzichini na íntegra.

