A Vida Está no Ar: em Setembro, a campanha debate Fibrose Cística e Doenças Intersticiais
Dando seguimento ao impacto positivo gerado pelo lançamento inicial em julho, a campanha “A Vida está no ar” da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) realizou, no início deste mês, uma coletiva em São Paulo para ampliar a discussão sobre saúde pulmonar. Desta vez, focou-se nos desafios e avanços no tratamento de doenças respiratórias raras, como a fibrose cística e doenças intersticiais pulmonares.
Ao dar as boas-vindas, o presidente da SBPT, Dr. Ricardo de Amorim Corrêa, ressaltou a relevância da iniciativa.
“É uma honra receber todos vocês em mais um capítulo desta campanha. Nosso objetivo é ampliar a conscientização sobre doenças respiratórias raras, muitas vezes negligenciadas, mas que impactam profundamente a vida dos pacientes e de suas famílias. A SBPT reafirma seu compromisso em levar informação de qualidade, fomentar a pesquisa e lutar para que o acesso a diagnóstico e tratamento seja cada vez mais justo e eficaz em nosso país.”, explicou.
O evento contou com a presença de importantes palestrantes, entre eles a coordenadora da Comissão de Doenças Intersticiais da SBPT, Dra. Eliane Mancuzo; a coordenadora da Comissão de Fibrose Cística da SBPT, Dra. Samia Zahi Rached; e o Dr. José Leonidas Alves Junior, que também é membro da Comissão de Fibrose Cística.
Na ocasião, os especialistas compartilharam suas percepções sobre a importância do diagnóstico precoce e as dificuldades enfrentadas no tratamento da fibrose pulmonar idiopática, da fibrose cística e da hipertensão arterial pulmonar (HAP).
Eliane Mancuzo trouxe um panorama sobre a fibrose pulmonar idiopática no país, destacando que a persistência de sintomas não específicos, como falta de ar e fadiga, frequentemente atrasam o diagnóstico e dificultam a gestão eficaz dessas condições. Ela enfatizou ainda a necessidade de reconhecimento precoce dos sintomas, essenciais para um tratamento adequado e contínuo.
Já Samia Zahi Rached traçou o cenário da Fibrose Cística no país, enfatizando a importância dos avanços terapêuticos, como os moduladores de CFTR, que oferecem esperança, mas ainda enfrentam barreiras de acessibilidade. Segundo a especialista, muitos pacientes no Brasil ainda encontram dificuldades no acesso devido a desigualdades regionais.
Por fim, José Leonidas Alves Junior ressaltou a necessidade de políticas públicas eficazes para garantir que todos tenham acesso aos cuidados necessários. Ele destacou que a hipertensão arterial pulmonar é uma doença rara e grave, afetando de 2 a 5 pessoas por milhão anualmente.
A HAP causa aumento na pressão na circulação pulmonar, dificultando a passagem de sangue e resultando em sintomas como falta de ar, cansaço e dor no peito. Por isso, diagnósticos rápidos e terapias adequadas são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A SBPT, juntamente com parceiros como Boehringer Ingelheim e Casa Hunter, permanece comprometida com a promoção de ações que tragam diagnósticos mais rápidos e tratamentos eficazes. A campanha “A Vida está no ar” avança, reforçando que “para respirar bem e viver melhor, é essencial consultar um pneumologista”.
Com mais eventos previstos dentro do escopo da campanha, a SBPT segue impulsionando mudanças no cenário da saúde respiratória brasileira, reafirmando seu compromisso com a luta contra doenças respiratórias raras e a promoção de uma melhor qualidade de vida para todos os brasileiros.


