SBPT celebra inclusão da vacina contra vírus sincicial respiratório no SUS
A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) recebe com entusiasmo o anúncio do Ministério da Saúde sobre a inclusão da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) no Sistema Único de Saúde (SUS), medida prevista para começar em novembro.
Gestantes a partir da 28ª semana de gestação terão acesso à dose única, favorecendo a passagem de anticorpos e protegendo os bebês nos primeiros meses de vida, período crítico para complicações respiratórias graves. Ainda, através de parceria estabelecida com a Pfizer, o Instituto Butantan passará a ser o responsável pela produção nacional do imunizante. Essa estratégia representa um avanço na autonomia e na soberania sanitária, além de ampliar o acesso à imunização e fortalecer a proteção das crianças contra bronquiolite e pneumonia, condições que respondem por boa parte das internações hospitalares pediátricas no Brasil e no mundo.
“Esse anúncio representa uma conquista muito importante e que certamente impactará na redução da morbidade e da mortalidade por infecções respiratórias em crianças, sobretudo naquelas bem jovens, que estão no início de suas vidas” afirma a Dra. Magali Lumertz, coordenadora da Comissão Científica do Departamento de Pneumologia Pediátrica da SBPT.
A SBPT destaca sua participação no processo de avaliação desta tecnologia, uma vez que se posicionou favoravelmente durante consulta pública da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) previamente. Na ocasião, a sociedade elaborou parecer técnico favorável à incorporação, demonstrando seu compromisso com políticas baseadas em evidências científicas.
“A inclusão da vacina no SUS também se apoia em evidências geradas por estudos clínicos de fase 3 realizados em diversos países, incluindo o Brasil, com a participação de mães e bebês brasileiros. Isso reforça a relevância e a segurança desta estratégia para a nossa população”, complementa Magali Lumertz.
A SBPT continuará acompanhando a implementação desta relevante medida de saúde pública e reforça a importância da vacinação como ferramenta fundamental à saúde da população.
A inclusão desta vacina no calendário vacinal brasileiro representa uma vitória coletiva da comunidade científica, gestores públicos e sociedade civil organizada, demonstrando que o diálogo técnico científico é essencial para o avanço das políticas de saúde no país.

