{"id":32212,"date":"2024-12-19T18:26:41","date_gmt":"2024-12-19T18:26:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sbpt.org.br\/portal\/?p=32212"},"modified":"2024-12-19T18:26:41","modified_gmt":"2024-12-19T18:26:41","slug":"sbpt-presente-na-divulgacao-do-epicovid-2-0-um-estudo-sobre-os-impactos-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sbpt.org.br\/portal\/sbpt-presente-na-divulgacao-do-epicovid-2-0-um-estudo-sobre-os-impactos-da-pandemia\/","title":{"rendered":"SBPT presente na divulga\u00e7\u00e3o do Epicovid 2.0, um estudo sobre os impactos da pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta quarta-feira (18\/12), a presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Dra. Margareth Dalcolmo, participou da coletiva de imprensa, promovida pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que apresentou os resultados da pesquisa Epicovid 2.0. Na ocasi\u00e3o, a ministra da sa\u00fade, N\u00edsia Trindade, destacou que a pesquisa n\u00e3o traz apenas o impacto biol\u00f3gico do v\u00edrus, mas tamb\u00e9m as consequ\u00eancias duradouras para a sa\u00fade mental, social e econ\u00f4mica dos brasileiros.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sbpt.org.br\/portal\/\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-18.31.41-4-1.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-32220 alignleft\" src=\"https:\/\/sbpt.org.br\/portal\/\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-18.31.41-4-1-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\"><\/a>\u201c\u00c9 um estudo amplo e abrangente sobre a doen\u00e7a, que come\u00e7ou em 2021, mas que n\u00e3o teve continuidade \u00e0 \u00e9poca em decorr\u00eancia do negacionismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia e a n\u00e3o disponibiliza\u00e7\u00e3o de dados\u201d, lembrou. \u201cHoje, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade reconhece a import\u00e2ncia da pesquisa e mant\u00e9m a linha de apoio\u201d, reiterou a ministra, destacando o investimento de R$ 8 milh\u00f5es de reais para retomar o estudo e entregar os resultados.<\/p>\n<p>N\u00edsia finalizou agradecendo a colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Cat\u00f3lica de Pelotas (UCPel), a Universidade Federal de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Porto Alegre (UFCSPA), a Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) e a Fiocruz que possibilitaram o sucesso alcan\u00e7ado com a entrega deste importante trabalho.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sbpt.org.br\/portal\/\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-18.31.41-6.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-32215 alignright\" src=\"https:\/\/sbpt.org.br\/portal\/\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-18.31.41-6-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\"><\/a>Segundo o levantamento, 18,9% das pessoas infectadas relataram sintomas persistentes, evidenciando a import\u00e2ncia de tratar as condi\u00e7\u00f5es p\u00f3s-covid como prioridade em sa\u00fade p\u00fablica. Por isso, a Dra. Margareth Dalcolmo, que participou da pesquisa, por meio da Fiocruz, acredita que Covid longa \u00e9, sem d\u00favida, uma denomina\u00e7\u00e3o adequada para essa condi\u00e7\u00e3o que, apesar de recente, j\u00e1 apresenta uma complexidade cl\u00ednica significativa.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o estamos falando apenas de quem ficou internado em terapia intensiva ou intubado, mas de pessoas que apresentam sintomas persistentes que comprometem sua autonomia, como fadiga, altera\u00e7\u00f5es de humor, perda de mem\u00f3ria, al\u00e9m de manifesta\u00e7\u00f5es cardiovasculares e respirat\u00f3rias. Esses sintomas podem desaparecer e voltar a recrudescer sem nenhum novo epis\u00f3dio de Covid-19\u201d, apontou a pneumologista.<\/p>\n<p>Segundo a presidente da SBPT, servi\u00e7os multidisciplinares como os do Hospital das Cl\u00ednicas em S\u00e3o Paulo ou da UERJ t\u00eam atendido pacientes desde 2021, que agora, em 2024, retornam com sintomas persistentes. \u201cEste \u00e9 um alerta para a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas integradas e suporte multidisciplinar a esses pacientes. Por isso, \u00e9 t\u00e3o importante que estudos como o Epicovid 2.0 continuem ao longo dos pr\u00f3ximos anos para atualizar as informa\u00e7\u00f5es sobre essa entidade que ainda estamos aprendendo a compreender\u201d, concluiu.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sbpt.org.br\/portal\/\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-18.31.41-8.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-32217 alignleft\" src=\"https:\/\/sbpt.org.br\/portal\/\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-18.31.41-8-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\"><\/a>Tamb\u00e9m participaram da coletiva, a secret\u00e1ria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade e Ambiente (SVSA\/MS), Ethel Maciel; a representante adjunta da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-americana de Sa\u00fade (OPAS) no Brasil, Elisa Pietro; a reitora da Universidade Federal de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Porto Alegre (UFCSPA), L\u00facia Campos-Pellanda; o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), Cl\u00e1udio Jos\u00e9 Struchiner; e, por fim e n\u00e3o menos importante, o professor titular da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, Pedro Hallal, respons\u00e1vel pela condu\u00e7\u00e3o do estudo.<\/p>\n<p><strong>Epicovid 2.0<\/strong><\/p>\n<p>Realizado em 133 cidades brasileiras, com uma amostra de 33.250 entrevistas, o Epicovid 2.0 \u00e9 o maior estudo de base populacional sobre a Covid-19 no Brasil, qui\u00e7\u00e1 no mundo.<\/p>\n<p>Entre os principais achados, destacam-se que mais de 28% da popula\u00e7\u00e3o brasileira relatou ter sido infectada pela Covid-19. Entre os que adoeceram, 18,9% relataram sintomas persistentes, como ansiedade (33,1%), cansa\u00e7o (25,9%), dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o (16,9%) e perda de mem\u00f3ria (12,7%), sendo as mulheres e popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas os grupos mais afetados.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m evidenciou a alta ades\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, com 90,2% dos entrevistados recebendo pelo menos uma dose da vacina contra Covid-19 e 84,6% completando o esquema vacinal. Apesar disso, a hesita\u00e7\u00e3o vacinal ainda \u00e9 um desafio, especialmente entre pessoas de menor renda, com 32,4% dos n\u00e3o vacinados afirmando n\u00e3o acreditar na vacina e 27,3% relatando desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s informa\u00e7\u00f5es sobre os imunizantes.<\/p>\n<p>No campo social e econ\u00f4mico, os efeitos devastadores da pandemia foram amplamente evidenciados: 48,6% dos entrevistados relataram perda de renda, 47,4% enfrentaram inseguran\u00e7a alimentar, 34,9% perderam o emprego e 21,5% interromperam os estudos. Al\u00e9m disso, cerca de 15% dos participantes registraram a morte de um familiar devido \u00e0 Covid-19, demonstrando a amplitude do impacto do v\u00edrus nas fam\u00edlias brasileiras.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa deixa claro como a desinforma\u00e7\u00e3o e as desigualdades hist\u00f3ricas em sa\u00fade foram agravadas pela pandemia, refor\u00e7ando a necessidade de fortalecer os sistemas de sa\u00fade p\u00fablica com o desenvolvimento de pol\u00edticas e campanhas educativas eficazes&#8221;, arrematou Margareth Dalcolmo.<\/p>\n<p>A SBPT segue comprometida em divulgar estudos e iniciativas que contribuam para o avan\u00e7o da sa\u00fade respirat\u00f3ria no Brasil, reafirmando o papel fundamental da ci\u00eancia e da colabora\u00e7\u00e3o interinstitucional no enfrentamento dos desafios impostos pela pandemia de Covid-19.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quarta-feira (18\/12), a presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Dra. 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