Dia Mundial de Combate a Asma – Quais são as estratégias para o controle da asma no Brasil?

As estratégias para o controle da asma no Brasil estão baseadas no manejo da asma dividido em dois domínios distintos e interdependentes, o controle dos sintomas e a redução dos riscos futuros (representado pela redução dos ataques de asma ou exacerbações, efeitos colaterais dos tratamentos e perda da capacidade pulmonar ao longo do tempo).

Programas de combate à asma foram implantados de forma isolada e não padronizada em diversas cidades do Brasil nos últimos 10 anos, demonstrando redução da morbidade. Estes programas, de maneira geral, são baseados no tratamento farmacológico por meio da dispensação de medicamentos de forma gratuita pelo Estado, aliado a educação do paciente de forma que o mesmo saiba evitar os fatores desencadeantes, usar corretamente seus medicamentos e com a técnica adequada, bem como os efeitos colaterais relacionados. Finalmente, o asmático  deve reconhecer quando a asma não está controlada e receber as orientações por escrito sobre o que fazer nesta situação. Além disso a avaliação periódica dos indivíduos, com o objetivo de determinar o melhor tratamento para controlar os sintomas  da asma garantindo níveis normais de atividade com a menor quantidade possível de medicamentos.

Tão importante quanto os programas de controle da asma foi a distribuição gratuita de medicamentos pelo governo, garantindo o acesso a mais de 90% dos asmáticos aos medicamentos essenciais ao controle da asma. Isto pode ser facilmente observado pela redução de cerca de  19 % na mortalidade da asma  (número de óbitos em 2008 = 2696 e em 2014 = 2196) e de 57% no número de internações pela doença ( número de internações em 2008=205.276 e em 2014 = 111.723). Entretanto, estamos cientes de que a asma continua sendo um grande problema de saúde pública,  constituindo uma das principais causas de internação por  causas respiratórias. Acreditamos que a perspectiva futura seja a capacitação da atenção básica para o atendimento dos asmáticos aliada à manutenção e ampliação dos programas de dispensação de medicamentos. Além disto criação de centros de referência para o encaminhamento dos pacientes portadores de asma de difícil controle e de asma grave também é fundamental para garantir o acesso destes pacientes à equipes multidisciplinares e tratamentos personalizados.

Como a SBPT ajuda ou pode ajudar a diminuir os índices da doença ou evitar que ela se agrave?

A SBPT tem desenvolvido um excelente trabalho estimulando a educação continuada de seus associados e aumentando a conscientização do impacto social e pessoal da asma. Neste sentido, a SBPT tem contribuído para a capacitação de médicos residentes, pneumologistas, internistas, pediatras e médicos de família por meio de eventos locais, regionais e nacionais, além da disponibilização gratuita de literatura científica, casos clínicos, diretrizes e aulas online.  
 
Quais são as principais recomendações para o paciente com asma?

Com o tratamento adequado, os sintomas da asma podem ser controlados, levando a uma vida sem limitação. A educação associada ao tratamento farmacológico é fundamental para que os sintomas sejam controlados (desapareçam) e efeitos adversos ou riscos futuros como acima descrito não ocorram.
As recomendações para o tratamento adequado da asma incluem a avaliação periódica dos asmáticos, com o objetivo de determinar o melhor tratamento para controlar os sintomas   da asma garantindo níveis normais de atividade, bem como a menor quantidade possível de medicamentos.  Para atingir esta meta é importante estratégias de comunicação que permitam que o paciente saiba evitar os fatores desencadeantes, o uso correto da medicamentos com a técnica adequada, bem como os efeitos colaterais relacionados e por fim, reconhecer  quando a asma não está controlada tendo as orientações por escrito do quê fazer nesta situação.